A promessa de prosperidade na Bíblia

A Bíblia é um livro que contém muitas promessas de Deus para os seus filhos. Uma delas é a promessa de prosperidade, que significa ter abundância de bens materiais e espirituais. Mas o que a Bíblia ensina sobre essa promessa? Como podemos recebê-la e vivê-la em nossa vida?

A origem da promessa de prosperidade

A promessa de prosperidade tem origem no pacto que Deus fez com Abraão, o pai da fé. Deus disse a Abraão: “De ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12.2-3).

Essa promessa incluía não só a multiplicação dos descendentes de Abraão, mas também a posse da terra de Canaã, onde manava leite e mel. Além disso, Abraão seria uma bênção para todas as nações, pois dele viria o Messias, Jesus Cristo, o Salvador do mundo.

A promessa de prosperidade se estendeu aos filhos de Abraão, especialmente a Isaque e Jacó, que também receberam bênçãos materiais e espirituais de Deus. Mais tarde, Deus confirmou essa promessa ao povo de Israel, quando os libertou da escravidão no Egito e os conduziu à terra prometida. Deus disse a Moisés: “Se ouvires atento a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o Senhor que te sara. E tu chegarás à terra que jurou a teus pais dar-te, terra que mana leite e mel” (Êxodo 15.26-27).

 

A condição para receber a promessa de prosperidade

A promessa de prosperidade, porém, não era incondicional. Deus exigia do seu povo obediência aos seus mandamentos e fidelidade à sua aliança. Se o povo fosse fiel a Deus, ele seria abençoado em todas as áreas da sua vida. Mas se o povo se desviasse de Deus e seguisse outros deuses, ele seria amaldiçoado e sofreria as consequências do seu pecado.

Deus deixou isso bem claro no livro de Deuteronômio, onde apresentou as bênçãos e as maldições decorrentes da obediência ou da desobediência ao Senhor. As bênçãos incluíam prosperidade na terra, na agricultura, na pecuária, na família, na saúde, na guerra e na paz. As maldições incluíam pobreza, fome, doença, derrota, cativeiro, opressão e morte.

Deus disse ao povo: “Vede que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, se obedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldição, se não obedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus” (Deuteronômio 11.26-28).

 

A realização da promessa de prosperidade


A história do povo de Israel mostra que eles experimentaram tanto as bênçãos como as maldições de Deus. Quando eles foram fiéis a Deus, eles prosperaram na terra e venceram os seus inimigos. Mas quando eles se rebelaram contra Deus, eles sofreram as consequências do seu pecado e foram levados ao exílio.

No entanto, Deus não desistiu do seu povo. Ele enviou profetas para anunciar o seu juízo e também a sua misericórdia. Ele prometeu restaurar o seu povo e cumprir a sua aliança com Abraão. Ele prometeu enviar o Messias, que traria salvação e bênção para Israel e para todas as nações.

Essa promessa se cumpriu em Jesus Cristo, o descendente de Abraão, o Filho de Deus, que veio ao mundo para morrer na cruz pelos nossos pecados e ressuscitar dentre os mortos para nos dar vida eterna. Jesus é a maior bênção de Deus para nós, pois ele nos reconcilia com Deus e nos faz parte da sua família.

 

A promessa de prosperidade em Jesus Cristo

Em Jesus Cristo, a promessa de prosperidade se amplia e se aprofunda. Ela não se limita aos bens materiais e temporais, mas abrange os bens espirituais e eternos. Em Jesus Cristo, nós recebemos todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais (Efésios 1.3). Em Jesus Cristo, nós somos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo (Romanos 8.17). Em Jesus Cristo, nós temos tudo o que precisamos para a vida e para a piedade (2 Pedro 1.3).

Isso não significa que em Jesus Cristo nós não possamos ter bênçãos materiais também. Deus é o nosso Pai celestial, que sabe do que precisamos e que cuida de nós. Ele nos dá o pão de cada dia e supre todas as nossas necessidades segundo as suas riquezas em glória em Cristo Jesus (Mateus 6.11; Filipenses 4.19). Ele nos dá mais do que merecemos e nos enche de graça e paz.


No entanto, em Jesus Cristo nós aprendemos a não buscar as coisas deste mundo, mas as coisas do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus (Colossenses 3.1). Em Jesus Cristo nós aprendemos a não amar o dinheiro, mas a ser contentes com o que temos, pois ele mesmo disse: “Nunca te deixarei, nem te desampararei” (Hebreus 13.5). Em Jesus Cristo nós aprendemos a não acumular tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde os ladrões escavam e roubam; mas a acumular tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem corroem e onde os ladrões não escavam nem roubam (Mateus 6.19-20).

A resposta à promessa de prosperidade

Como devemos responder à promessa de prosperidade em Jesus Cristo? 

Primeiro, devemos crer nessa promessa e receber a salvação que ele nos oferece pela fé. 
Segundo, devemos obedecer aos seus mandamentos e viver de acordo com a sua vontade. 
Terceiro, devemos ser gratos por tudo o que ele nos dá e louvá-lo por sua bondade. 
Quarto, devemos ser generosos com os outros e compartilhar as nossas bênçãos com os necessitados. 

Quinto, devemos esperar pela sua vinda e pelo seu reino, onde haverá plenitude de prosperidade para sempre.

Conclusão
A promessa de prosperidade na Bíblia é uma realidade para todos os que creem em Deus e em seu Filho Jesus Cristo. Ela é uma promessa que abrange tanto os bens materiais como os espirituais, tanto os bens temporais como os eternos. Ela é uma promessa que exige obediência e fidelidade da nossa parte, mas que também revela a graça e a misericórdia de Deus para conosco. Ela é uma promessa que nos motiva a ser gratos, generosos e esperançosos. Ela é uma promessa que se cumprirá plenamente quando Jesus voltar e estabelecer o seu reino de justiça, paz e alegria.

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