Primórdios do Reino Unido

História Judaica


Eli = Sacerdote e juiz em Israel. Deus havia escolhido Eli para ser sacerdote, mas os seus
filhos eram maus aos olhos de Deus e Eli nada fazia a respeito disso.

Eli não amava a Deus acima de todas as coisas pois ele preferia fazer vista
grossa a respeito do pecado de seus filhos. (1 Samuel 2:27-30, 1 Samuel 3:13,
qv Mateus 10:37) “…Longe de mim tal coisa, porque honrarei aos que me honram,
mas os que me desprezam serão desprezados.” (1 
Samuel 2:30c) A profecia de Deus se cumpriu e Samuel ficou no lugar de Eli.(1 Samuel 4:4-18)

Samuel = Ana, mulher de Elcana, era estéril e certo dia clamou ao Senhor por um filho. A
súplica foi tanta que Eli pensara que ela estava bêbada. Porém, quando ela explicou que estava orando ao Senhor ele orou a favor dela e a abençoou dizendo que lhe fosse feito conforme o que desejava o seu coração. Logo depois disso ela ficou grávida e nasceu Samuel. (1 Sm 1.7) Quando o menino Samuel
estava crescido Ana o entregou ao Senhor na casa de Eli. Certa vez, quando
Samuel estava dormindo o Senhor lhe falou e assim Samuel passou a ser conhecido
como o profeta de Deus. (1 Samuel 3:9-15)

O povo pede um rei= O Senhor, em Dt 17.14-20, pela Sua Onisciência, determinou os direitos e deveres do rei. Se observarmos bem, todo o erro apontado aqui para o rei foi o que Salomão cometeu e fio justamente isso que, mais tarde, dividiria o reino.

 

Quando Samuel já estava velho os seus filhos também não
andaram de acordo com a Palavra e isso foi

 

o estopim para o povo de Israel pedir um rei, para ficar igual
aos outros povos que tinham reis para ir às batalhas. Samuel, por sua vez,
ficou chateado com isso, mas o Senhor lhe falou que o povo não tinha rejeitado
a ele mas ao próprio Senhor, pois até essa época o Senhor ia às Batalhas com
Israel, pois era um governo Teocrático, ou seja, governado por Deus. (1 Samuel
8:3-5,7-8) Assim, Deus mandou Samuel escolher a Saul para rei, pois Saul era
segundo o coração do povo. Saul foi ungido e até recebeu o Espírito sobre ele,
profetizando com os profetas, mudando em um novo homem. Saul tinha tudo para
ser um bom rei e o povo se agradou de Saul.

As Guerras de Saul

Primeira Guerra – Os isrealitas eram vassalos dos amonitas. Assim, Saul
entrou em guerra contra eles, proclamando a Independência de Israel. Essa guerra fez com
que o povo consagrasse Saul como rei e ficaram alegres.


Segunda Guerra – Os filisteus, ao Sul, se levantaram contra Israel. Foi
nessa batalha que Jônatas se destacou como grande guerreiro. Com a vitória o Sul e o
Oeste ficaram livres para Israel.

Terceira Guerra – Os povos do leste, moabitas, edomitas e os reis de Zoba, se
levantaram contra Israel. Com a vitória de Saul, Israel conquistou o leste além
do Jordão.

Quarta Guerra – Deus ordenou a Saul que destruísse os amalequitas, ao Sul
de Israel. Saul deveria destruir tudo, matar a todos e queimar tudo. Deus ordenou
que não ficasse vivo nenhum boi da tribo dos amalequitas. Saul, entretanto,
escolheu os melhores bois para ficar para ele e ainda por cima ofereceu
sacrifício a Deus, achando que o Senhor ia aceitar suborno. (1 Samuel 15:6-22)
Com isso o Senhor mandou Samuel escolher outro rei, só que agora o rei seria
segundo o coração de Deus: Davi, filho de Jessé, filho de Obede, filho de Boaz
com a moabita Rute, Boaz filho de Salmom com Raabe. (Mateus 1:5) Quando Samuel
foi à casa de Jessé, Samuel escolheu a Davi. Este estava a apascentar as
ovelhas malhadas. (as malhadas são aquelas que tinham menos valor). Embora nem
a sua família acreditava em Davi, este sempre defendeu as ovelhas, mesmo as
malhadas. Davi era um bom pastor que dava a sua vida pelas ovelhas, pois ele
não temia a morte e lutava contra urso e leão.

QuintaGuerra – Nova guerra contra os filisteus. Foi aí que Davi se
destacou matando o Gigante Golias, sem espada e sem escudo, somente com uma
pedra e uma funda. Assim Davi se tornou o ídolo do povo. Certa vez, Davi foi
aclamado pelas mulheres do reino: “E as
mulheres, dançando, cantavam umas para as
outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares.
Então Saul se indignou muito, pois
aquela palavra pareceu mal aos seus olhos, e disse: Dez milhares atribuíram a
Davi, e a mim somente milhares; que lhe
falta, senão só o reino?” (1 Samuel 18:7-8)


Sexta Guerra – O ciúme de Saul iniciou a sexta guerra, de Saul contra
Davi. Saul planejou tirar a vida de Davi mas sempre sem sucesso. Saul pediu, como dote de
casamento para sua filha Mical, 100 prepúcios de filisteus, achando que Davi
iria morrer, mas Davi lhe trouxe 200 prepúcios. (1 Samuel 18:25-27) Com isso,
Saul planejou tirar a sua vida, mas Davi fugiu para a região Sul de Israel, na
fortaleza de Adulão. Foi aí que Davi recrutou o seu exército: “Ajuntaram-se a ele todos os que se achavam em aperto, todos os endividados, e todos os amargurados de espírito; e ele se fez chefe deles; havia com ele cerca de quatrocentos homens.” (1 Samuel 22:2) Assim, Davi virou bandoleiro, chefe de um bando, de um exército não reconhecido pelo governo, considerado rebelde ao governo de Saul, mas Davi em nada lutou contra Saul, apenas defendia as terras do extremo Sul de Israel e
recebia alimentos e provisões do povo. Em 1 Sm 24 vemos a lealdade de Davi para
com Saul que, tendo Saul dormindo numa caverna, Davi apenas cortou a orla do
vestido de Saul, paa prová-lo que ele não queria o seu mal. Com isso, Saul
deixou de perseguir a Davi e seguiu seu caminho. Davi, porém, foi para a terra
dos filisteus e patrulhava em Ziclague. E fez bem, pois logo depois Saul voltou
a perseguí-lo e Davi novamente poupou a vida de Saul.

Sétima Guerra – Os filisteus se levantaram contra Saul mais uma vez. Samuel
já era morto e Saul não tinha mais a quem consultar. Daí Saul procurou uma pitonisa
para ter comunicação com Samuel. O diabo subiu e enganou Saul, se fazendo de
Samuel, que lhe disse que em breve este estaria com ele lá embaixo. A pitonisa
deu um bocado para Saul comer e daí Saul foi marcado para a morte e, na batalha
de Gilboa Saul fora ferido e num ato de tamanha covardia, se matou. (1 Samuel
31:3-5)

 Davi vira Rei

Morto Saul, Davi torna-se, naturalmente o
rei do Sul de Israel, escolhendo como capital a cidade de Hebrom. Com isso,
começou uma guerra civil entre o povo do norte com o povo do sul. Abner
proclamou Isbosete, filho de Saul, como rei, com capital em Maanaim de Gileade,
cidade do extremo norte. Depois, Abner cometeu o grande erro de colocar a
capital em Gibeom, no território de Benjamim, cidade onde Davi era bem visto.
Assim, com a guerra civil, Davi foi vencedor e, após algumas tentativas
fracassadas, Abner faz as pazes com Davi e entrega o reino para ele. Mas, Davi
impôs a condição de que a sua primeira mulher devia lhe ser devolvido. Abner,
então trouxe de volta a Mical, deixando seu segundo esposo descasado. Assim,
Davi se tornou rei de todo o Israel. Joabe, a contra-gosto de Davi, matou a
Abner. Isbosete também foi assassinado, deixando o reino totalmente livre para
Davi. Como Davi assumiu todo o reino, os filisteus lutaram contra ele em
diversos confrontos.

 O Reino Unido

 

O Reino de Israel, unido, durou de Davi até Salomão. Davi
precisava então de uma nova capital que

ficasse mais ao centro de todo o Israel. Escolheu Jerusalém
e por isso teve que lutar por ela. Davi cercou a cidade e, depois de descobrir
a entrada misteriosa, a tomou para o Reino. Jerusalém era uma cidade
fortificada com muros e ficava num platô cercado de vales que tornava difícil o
acesso de invasores. Com o estabelecimento da nova capital, Davi ordena que a
arca fosse transportada para a nova capital. Com isso houve um elo
político-religioso em Israel.

 

Nessa época, o Egito estava enfraquecido, tentando se
reestabelecer. A Assíria não era perigo pois não

 

tinham iniciado o tempo das conquistas. A Babilônia estava
em decadência. No Oeste estavam as tribos gregas e latinas, que não ofereciam
ainda algum perigo. Assim, Davi só tinha que estender seus domínios para leste
e cumprir a vontade de Deus Gn15.18 em tomar possa de toda a terra prometida
por Deus.

 

Davi, então, lutou contra os amonitas e
os moabitas e foi vencedor. Uma das maiores conquistas de Davi foi a Cidade
Água, que ficava no vale de Jaboque. No final de tudo, Davi estava com um
vigoroso império que se estendia desde a península do Sinai, no Mar Vermelho.
Após essas vitórias Davi se sentiu como se pudesse descansar no seu Palácio e
deixou Joabe com o exército para manter as fronteiras. Nessa época, porém, Davi
cobiçou Bate-Seba, mulher de Urias. Davi, então, coabitou com ela e assim ela
concebeu um filho. Para esconder o pecado, Davi chamou Urias e mandou que ele
descansasse em casa mas este rejeitou por achar-se egoísta de ir em casa e
deixar seu exército no campo de batalha. Assim, Davi escreveu um ofício
ordenando que colocasse Urias na frente da Batalha, pois esperava que ele
morresse. Assim, Urias morreu e Davi foi culpado do crime. Ele até se
arrependeu e o Senhor o perdoou, (Veja Salmo 51 e veja o desespero de Davi),
mas a conseqüência do pecado teve que permanecer. O filho de Davi com Bate-Seba
morreu ainda bebê, Amnon envergonhou a Tamar sexualmente, Absalão se rebelou
contra o seu próprio pai, Davi foi deportado de Jerusalém e depois ainda teve a
notícia da morte de seu filho Absalão. Davi, porém, era segundo o coração de
Deus pois ele reconhecia o seu pecado e buscava sempre o perdão de Deus, vivia
sempre no templo falando com Deus, era um rei justo e amava os seus súditos
como um pastor ama suas ovelhas. Sempre obedecia a voz do profeta de Deus e
amava a lei do Senhor e nela meditava todos os dias.

 

Nasceu, porém, Salomão, filho de Davi com Bate-Seba. Quando
Davi estava velho, no final de sua

 

vida, Adonias usurpou o trono, mas avisado pelo profeta
Natã e sua mulher, logo apossou Salomão no trono.

Salomão

O reino de Salomão foi um reino de paz. A sua estratégia
era a de formar acordos de paz e de comércio entre as nações. Para isso, Salomão casou-se com
700 mulheres e teve 300 concubinas. A nação fenícia foi a nação que mais fez
acordos comerciais com Salomão. Foram os fenícios que receberam a incumbência
de fornecer os materiais do Templo. Os arqueólogos encontraram bastante
evidências da presença fenícia no Brasil, uma delas está a inscrição na Pedra
da Gávea. Há quem diga até que o rio Solimões foi dado esse nome por causa de
Salomão.

 

O Templo de Salomão foi erguido onde hoje
encontra-se a Mesquita de Omar, a Cúpula da Rocha. Esse templo consolidou a
união do povo de Israel.

 

Salomão foi o homem mais sábio e mais
rico da terra. O ouro era tanto que a prata tinha pouco valor. O escudo do
exército de Salomão era todo feito em ouro. Salomão foi poeta, zoologista,
botânico, astrônomo, filósofo; reuniu, na sua pessoa, os conhecimentos antigos
de todos os povos. Os cavalos vinham do Egito a altos preços. Os banquetes eram
dados a 25.000 pessoas (1 Rs 10.5,6). Tudo isso custou ao povo altas somas de
impostos.

 

O maior erro de Salomão foi descumprir o dever do rei: “Ele, porém, não multiplicará para si cavalos,

 

nem fará voltar o povo
ao Egito, para multiplicar cavalos; pois o Senhor vos tem dito: Nunca
mais
voltareis por este caminho. 

Tampouco multiplicará para si mulheres,
para que o seu coração não
se desvie; nem multiplicará muito para si a prata e o ouro.” (Deuteronômio 17:16-17) Salomão aumentou os impostos do Reino para a
construção do Templo. Mas, quando o Templo fora construído, o imposto não diminuiu e serviu para
enriquecer a casa de Salomão e suprir os seus luxos. O Reino que ficava ao norte era a parte mais rica, por
ser local de trânsito entre as várias nações. Existia uma estrada que parava na China. (Ainda hoje existe e
os cristãos chineses desejam usá-la para pregar o evangelho.

 

 

Já houve chineses no passado que usaram essa estrada para
pregar o Evangelho, no século passado. A

 

 

maioria morreu martirizado.) No sul, entretanto, era montanhoso
e propício apenas à criação de gado.

 

 

Porém, Salomão investia a maior parte da
arrecadação de impostos para o Sul, se esquecendo do norte. No norte, era raro
quando o rei passava por lá, enquanto no sul o rei era bem conhecido. Há muito
questionamento se Salomão foi ou não para o Seio de Abraão quando ele morreu.
Mas isso só saberemos naquele dia. A tradição judaica diz que Salomão escreveu
o Livro de Cantares na sua mocidade, o livro de Provérbios na sua meia idade e
o livro de Eclesiastes quando se tornou velho. O fato é que Salomão, no final
da carreira, se rendeu aos apelos de suas mulheres e lhes permitiu erigir seus
ídolos nas terras de Israel. Para espanto nosso, ele permitiu que fosse erigido
a estátua de Moloque perto do templo. Moloque era aquela estátua com o peito
oco destinado a colocar brasa viva. Daí era oferecido crianças para Moloque e
esta morria queimada viva aos braços dessa imagem.

 

 

Ele infrigiu a lei de Deus: “Não oferecerás a Moloque nenhum dos teus filhos, fazendo-o passar pelo
fogo; nem

 

 

profanarás o nome
de teu Deus. Eu sou o Senhor.” (Levítico 18:21)

 

 

Com isso, Deus rasgou o reino de Salomão: “Disse, pois, o Senhor a Salomão: Porquanto
houve isto em ti, que

 

 

não guardaste o
meu pacto e os meus estatutos que te ordenei, certamente rasgarei de ti este
reino, e o darei a teu servo. Contudo não o farei nos teus dias, por amor de
Davi, teu pai; da mão de teu filho o rasgarei. Todavia não rasgarei o reino
todo; mas uma tribo darei a teu filho, por amor de meu servo Davi, e por amor
de Jerusalém, que escolhi.” (1 Reis 11:11-13)

 

A Ruptura do Reino

 

Quando Salomão morreu, Jeroboão se aproveitou do momento e
conhecedor que a vontade de Deus

 

era que ele reinasse no norte, veio ter com Roboão, filho
de Salomão, para questioná-lo acerca dos impostos, pedindo-lhe que os
reduzisse. Roboão tomou conselho com os anciãos e com os jovens e preferiu o
conselho dos jovens: “E os mancebos que
haviam crescido com ele responderam-lhe: A este
povo que te falou, dizendo: Teu pai fez pesado o nosso jugo, mas tu o
alivia de sobre nós; assim lhe
falarás:
Meu dedo mínimo é mais grosso do que os lombos de meu pai.” (1 Reis 12:10)
Com
isso Jeroboão declarou que o povo do norte não tinha mais nada haver com a casa
de Davi. Com essa ruptura iniciou-se uma guerra interna entre os dois governos.
Mas logo o Senhor advertiu pelos profetas que a guerra deveria acabar pois a
ruptura havia sido da vontade de Deus.

 

 

Assim, a tribo de Judá ficou responsável pelo Reino de
Judá, ou Reino do Sul(Judá e Benjamim).

 

 

No norte ficou responsável a tribo de
Efraim pelo Bloco das dez tribos de Israel, chamado de Reino de Israel ou Reino
do Norte. Para consolidar o Reino do Norte, Jeroboão, com medo do povo voltar o
seu coração para Judá, por causa do Templo e que todo ano todas as tribos
deveriam vir à Jerusalém, colocou dois bezerros de ouro para o povo adorar, um
no extremo Sul, em Betel e outro no extremo norte, em Dã. A idéia dele era a
que o povo não fosse mais a Jerusalém sacrificar. Com isso, Jeroboão
desrespeitou totalmente ao Senhor e por isso foi decretado que a casa dele
seria aniquilada. Jeroboão era extremamente político e nada religioso. Uma
peculiaridade dos dois reinos era que o Reino do Sul era passado de pai para
filho, por sucessão e o do Norte, muitas vezes, era tomado à força. Jeroboão
mesmo não tinha nada haver com a casa de Davi. Zimri, aventureiro, matou a Ela
e tomou o reino. Logo depois Onri o matou e reinou em seu lugar. Onri foi o
governante que mais trouxe riqueza para Israel do Norte. O filho de Onri foi
Acabe, que casou com a fenícia Jezabel. Jezabel instituiu o culto a Baal e
edificou altares e nomeou profetas a Baal. Foi nessa época que aparece Elias,
“a pedra no sapato” de Acabe e Jezabel. O maior momento histórico foi a luta no
Monte Carmelo. Outro ponto importante foi a usurpação de Jezabel na vinha de
Nabote. Foi nessa época que Elias unge Hazael como rei da Síria e Jeú como rei
de Israel, ambos com o propósito de exterminar com a casa de Acabe. Com a morte
de Acabe, Israel do Norte iniciou um período contínuo de decadência.

 

 

O segundo período, ou o período da
decadência do Reino do Norte, iniciou-se com a revolução de Jeú. Jezabel foi
jogada da janela ao chão e o seu sangue salpicou a parede e os cavalos de Jeú,
e os cães comeram-lhe as carnes (2 Rs 9.34,35). Setenta filhos de Acabe foram
destruídos, os sacerdotes de Baal fecharam-se no templo em Samária, mas foram
mortos. Ninguém da casa de Acabe escapou e o culto que Jezabel tinha instituído
em Samária e todo o Israel foi erradicado de uma vez. Os reis que se seguiram
foi Jeú, Jeocaz, Jeoás, Jeoboão II, Zacarias, Salum, Menaém, Pecaías, Peca e
Oséias. Os profetas do Reino do norte foram Aija, Jeú, Elias, Miquéias, Eliseu,
Jonas, Oséias e Amós, Obede. Os assírios foram, aos poucos, minando a força de
Israel do Norte. No tempo de Jeú, Salmanasar II, impôs pesado tributo ao rei e
fê-lo reconhecer a suserania da Assíria. No reino de Menaém aparece Pul,
suposto ser Tiglate-Pileser IV (2 Rs 15.19), que estabeleceu seu reino na
Babilônia. No reinado de Peca (2 Rs 15.29) Tutruluti-pal tomou os habitantes de
Gileade, Galiléia e algumas da tribo de Naftali, dando início à Diáspora.
Entrou Oséias como rei e Salmanazar V marchou contra Samária e cercou-a durante
três anos. Em 722 aC, o povo foi vencido pela fome e pestes e se entregaram
para Sargão II. O povo foi levado para a Assíria e Babilônia, marcando o fim do
Reino do Norte.


A estratégia da Assíria era a de aniquilar com a nacionalidade
do país. Eles levavam o povo de um país para outros e outros para o mesmo país. Com isso a Samaria
ficou repleto de uma mistura de povos e é por isso que os judeus não gostavam
dos samaritanos.

Reino do Sul

O reino do Sul, também chamado Reino de
Judá, tinha o privilégio de guardar a Arca da Aliança no Templo de Salomão.
Enquanto o Reino do Norte era forte financeiramente e fraco espiritualmente, o
do sul era fraco financeiramente, cuja cultura principal era a de criar gado,
mas era mais forte espiritualmente do que o Reino do Norte, apesar de em alguns
momentos a idolatria entrar no meio do povo. Os seguintes reis passaram pelo
reino: Roboão, filho de Salomão, Abias, Asa (um dos mais longos reinados, houve
destruição de ídolos e restauração do culto), Josafá (três anos depois de Acabe
assumir, houve reforma do culto, mas no final fez aliança com Acabe), Jeorão
(casou-se com Atalia, filha de Jezabel, nesse período Judá entrou na idolatria;
Atalia foi pior do que Jezabel), Acazias, Joás, Amasias, Uzias (quando ele
morreu, Isaías iniciou seu ministério), Jotão, Acaz(nessa época os Sírios
estavam com toda a força e Acaz virou vassalo de Tiglate-Pileser IV), Ezequias
(o poder Assírio cresce e Isaías adverte a não fazer aliança com Sargão II; em
722 Israel do Norte é levado cativo), Manassés (idólatra, aparece Jeremias),
Amom, Josias (nessa época a Assíria é derrotada pelos Babilônios, Josias
reforma o templo, no final o Egito domina a Palestina, pelo Faraó Neco), Jeoacaz
(vassalo do Egito), Jeoiaquim(foi colocado no trono pelo Faraó; nessa época a
Babilônia vence o Egito e Nabucodonozor aparece e leva cativo os nobres,
inclusive Daniel, Sadraque, Mesaque e Abdnego, e o própirio rei ), Jeoiaquim
II(é colocado no trono por Nabucodonozor, mas logo tenta aliança com o Egito) ,
Zedequias (colocado no trono por Nabucodonozor, mas pela desobediência, é
levado cativo para a Babilônia; nessa época o Templo é destruído, saqueado e o
muro também).

O Cativeiro

Foi no cativeiro que Deus mostrou para
Daniel o que ia acontecer ao longo dos tempos. A visão da Estátua mostrava o
tipo de reinos que viria e mostra Jesus vencendo todos eles. A visão dos
animais mostra o modo como esses reinos viria. As setentas semanas de ano mostra
o tempo de todas as coisas até o fim.

 

O profeta do cativeiro foi Ezequiel. Jeremias foi levado à força para o Egito.
Todos os utensílios do Templo foram levados e retornaram
(Ed 7.11), seguindo um inventário

 

completo; somente não se faz menção da Arca. No livro
apócrifo dos Macabeus, é dito que Jeremias escondera a Arca. Acredita-se que
foi à caminho do Egito que Jeremias escondeu a Arca da Aliança. Se foi Jeremias
que escondeu ou o próprio Deus não sabemos, mas temos convicção de que Deus é
poderoso para esconder. Judas relata a guerra do arcanjo Miguel para esconder o
corpo de Moisés.(Jd v.9). O fato é que o próprio Jeremias profetiza que nunca
mais se veria a Arca:“E quando vos
tiverdes
multiplicado e frutificado
na terra, naqueles dias, diz o Senhor, nunca mais se dirá: A arca do pacto do

Senhor; nem lhes virá ela ao pensamento;
nem dela se lembrarão; nem a visitarão; nem se fará mais.
Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono
do Senhor; e todas as nações se ajuntarão a ela, em
nome do Senhor, a Jerusalém; e não mais andarão obstinadamente segundo
o propósito do seu coração
maligno.”
(Jeremias 3:16-17)
Pode-se entender que esse versículo seja uma alusão ao
tempo do Milênio, no Reinado do Messias, mas também não há versículo algum
dizendo que a Arca seria encontrada. Mas se isso acontecesse seria um bom
motivo para reconstruir o Templo. Existem boatos de que a Arca fora achada, mas
são apenas boatos e quem disse isso já vendeu inúmeros DVDs sobre essa
descoberta e já ganhou muito lucro.

 

 

Os benefícios do Cativeiro foram a aniquilação total da
idolatria entre os povo hebreu e o surgimento

 

 

das Sinagogas que foram muito importantes na época dos
apóstolos. O Talmude foi escrito e era uma combinação entre a Mishna (lições
orais, estórias passadas de gerações) e a Gemara (os comentários dessas
lições).

No cativeiro os hebreus foram convertidos em comerciantes e
muitos ocupavam lugares de destaque

 

público, alguns até como governantes. Daniel era estadista
junto com seus compatriotas Sadraque, Mesaque e Abdnego. Ester mesmo foi uma
rainha do Império Persa. Neemias era copeiro do rei, um cargo de extrema
confiança e intimidade com o rei, fora os outros que a Bíblia não menciona. Os
hebreus do Norte foram espalhados e se organizaram em colônias, criando as famosas
Sinagogas. Até na Índia houve a presença de israelitas. Mesmo na época do
Pentecostes observamos vários israelitas que vieram visitar Jerusalém.

 

por: ETAP; Mário Sérgio

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