Como as Famílias Enfrentam os Transtornos Mentais

 

Gary R. Coles

As famílias reagem de três formas gerais: aceitação, distanciamento e/ou imposição de limites.

Aceitação

■ Reconhecendo que o transtorno existe e que, provavelmente estará presente por
um longo tempo.

■ Abandonando a atitude de antagonismo e enfrentando a situação de maneira
mais construtiva.

■ Trabalhando para alcançar objetivos realistas, em vez de ficar alimentando falsas
esperanças em relação à família ou ao doente.

■ Sendo capaz de sentir a dor, superá-la e partir em busca de novos sentimentos
e opções. 
■ Sendo menos radical em suas opiniões e sentimentos.

■ Reconhecendo que a família está fazendo o melhor possível, dentro de suas
limitações atuais.

■ Sabendo que os parentes não são os únicos que podem ajudar o doente.

Distanciamento

■ Mantendo distância de comportamentos que a família não pode mudar, ou que
não deveria tentar mudar.

■ Tolerando comportamentos que podem ser um pouco estranhos para eles, mas
não são perigosos nem nocivos.

■ Não assumindo responsabilidades desnecessariamente.

■ Deixando que a vida de outros membros da família se desenvolva mais naturalmente.

■ Deixando de lado as coisas impossíveis e se concentrando nas possíveis.

■ Sendo seletivos quanto à forma de prestar assistência.

Imposição de Limites

■ Mantendo uma posição firme em relação a comportamentos que a família não aprova.

■ Mantendo uma posição firme em relação a comportamentos aprovados pela família.

■ Conhecendo seus limites e não esperando que eles sejam ultrapassados para então agir.

■ Aprendendo a conviver com todos os incômodos que a imposição de limites acarreta.

■ Sabendo que a estruturação pode ser uma demonstração de atenção e cuidado.

■ Cuidando para que seus entes queridos não façam nada que possa prejudicar a eles
mesmos ou aos outros, e estimulando-os a fazer coisas em seu próprio benefício.

 Reproduzido com permissão. De LeRoy Spaniol, “Coping Strategies of Family Caregivers”. Families o fth e
M entally III: Coping a n d Adaptation. Agnes B. Hartfield e Harriet P. Lefley (eds.). New York: Guilford, 1987,
p. 213-14.

conteúdo retirado do livro: ACONSELHAMENTO CRISTÃO Gary R. Collns

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