Lição 1 – O QUE É CRER

 

DISCIPULADO CICLO 2

MEDITAÇÃO 

“Porque não me envergonho do evangelho
de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação
de todo aquele que crê, primeiro do judeu e
também do grego. Porque nele se descobre a
justiça de Deus de fé em fé, como está escrito:
Mas o justo viverá da fé” (Rm 1.16,17).

REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA 


TEXTO BÍBLICO BASE
1 – Ora, a fé é o firme fundamento das coisas
que se esperam e a prova das coisas que
se não veem. 
2 – Porque, por ela, os antigos alcançaram testemunho. 
3 – Pela fé, entendemos que os mundos, pela
palavra de Deus, foram criados; de maneira
que aquilo que se vê não foi feito do que é
aparente. 
4 – Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício
do que Caim, pelo qual alcançou testemunho
de que era justo, dando Deus testemunho
dos seus dons, e, por ela, depois de morto,
ainda fala. 
5 – Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver
a morte e não foi achado, porque Deus o
trasladara, visto como, antes da sua trasladação, alcançou testemunho de que agradara
a Deus. 
6 – Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque
é necessário que aquele que se aproxima de
Deus creia que ele existe e que é galardoador
dos que o buscam. 
7 – Pela fé, Noé, divinamente avisado das coisas
que ainda não se viam, temeu, e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela
qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro
da justiça que é segundo a fé.
8 – Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu,
indo para um lugar que havia de receber por
herança; e saiu, sem saber para onde ia. 
9 – Pela fé, habitou na terra da promessa, como
em terra alheia, morando em cabanas com
Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma
promessa. 

10 – Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.

INTERAGINDO COM O ALUNO 

A Fé é um assunto palpitante, principalmente para os novos convertidos. Estamos
iniciando um estudo onde abordaremos o
conteúdo mais detalhado da Fé Cristã. Em que
os cristãos creem? O que pensam a respeito de
Deus? De Jesus Cristo? Da vida? Do mundo?
São perguntas que procuraremos responder
ao longo das treze lições. 
   Professor, por mais que você ache esses
assuntos básicos, ou fáceis para quem milíta
há tempo na fé, contanto, para o novo convertido eles são novidades. Lembre-se de que o
discipulando está começando a dar os seus
primeiros passos na fé. Tudo é novo para ele. 

    Por isso, na presente lição, um conceito
que deve ficar claro para o seu aluno é a Fé.
Tal conceito pode ser elucidado por intermédio
de determinadas perguntas: “O que é fé?” ;
“Por que ela não precisa ser comparada com
a razão?” Após respondê-las ao aluno, afirme
que, tanto fé quanto a ciência, não precisam
fazer oposição entre si, mas pode colaborar
uma com a outra. A fé cristã está fincada no
“chão da vida” , alicerçada em Cristo, o autor
e consumador da fé (Hb 12.2). 

OBJETIVOS 

Sua aula deverá alcançar os
seguintes objetivos: 

1 Conceituar a Fé segundo as Escrituras.
2 Elencar os três aspectos da Fé trabalhados na lição: Crer é confiar; Crer é
conhecer; Crer é confessar.
3 Explicar as esferas da confissão da fé:
outros seres humanos; o uso da linguagem da igreja e do mundo; as ações e
atitudes pessoais.

PROPOSTA PEDAGÓGICA 

Para introduzir a lição dessa semana,
escreva na lousa a seguinte reflexão: “Comece
fazendo o que é necessário, depois o que é
possível, e de repente você estará fazendo o
impossível.” 

  Pergunte aos alunos o que eles entendem dessa reflexão. Ouça as respostas com
atenção e sem parcimônia. Faça algumas
considerações a partir das respostas de cada
um. Em seguida, peça para que abram a Bíblia
em Lucas 17.5,6. Posteriormente, leia o texto
com eles. Explique o texto lido informando
que a parábola não está prometendo a pessoa
poder para fazer o que bem entender, segundo o egoísmo humano. Mas o nosso Senhor
ensina que a fé no Evangelho começa sempre
a partir da simplicidade e, quando menos se
espera, toma uma proporção incomensurável.

 INTRODUÇÃO 

No ciclo passado do curso bíblico Discipulando, você estudou treze lições que falavam
acerca de Jesus e do Reino de Deus. E conheceu
o projeto de vida que Jesus de Nazaré ensinou
aos seus discípulos. Neste 2o Ciclo, de acordo
com o conhecimento que possuímos das Escrituras, a nossa proposta é justificar o conteúdo
da pregação cristã ao longo da história da Igreja
no mundo. Um dos primeiros problemas que
enfrentamos quando assumimos a fé em Jesus
é o de justificá-la para as pessoas. A família
pergunta “o que é fé?”; os amigos igualmente
interrogam sobre “quem é Deus?”; outros insistem
acerca da legitimidade da nossa experiência
espiritual particular e tantas outras questões
que precisamos responder equilibradamente.
Para iniciarmos a jornada sobre as grandes
doutrinas da fé cristã, o ponto de partida é a
própria fé. Este é o tema desta lição.

1. CRER É CONFIAR 

   1.1. Confiamos cegamente? É possível
confiar em Deus num mundo cada vez mais
tecnológico e filosoficamente questionador?
A fé seria um produto da mente humana, ou o
estado subdesenvolvido da humanidade? Certamente você já se deparou com tais perguntas
preconceituosas que manifestam tamanha
ignorância sobre a dimensão espiritual do ser
humano, dentre os principais elementos, a fé.
Os seres humanos são subjetivos. Os cientistas,
embora proclamem aos quatro cantos do mundo
suas conquistas e “descobertas absolutas”, são
seres humanos subjetivos. Não conseguem dar
respostas coerentes sobre o amor, de como o
pensamento é produzido, do espaço de tempo
entre a intenção e o pensamento propriamente
dito. Por isso, deveríamos ignorar a ciência por
ela não conseguir dar as respostas que esperamos? Claro que não! A ciência versará sobre
o que lhe compete: a matéria.
Se por um lado a ciência tem o objetivo de
dar respostas sobre a matéria, por outro lado,
a fé deve ser ignorada por não dar respostas
cientificamente plausíveis? De modo algum!
A fé não tem como objetivo responder cientificamente ao mundo material, mas ambas,
razão e fé, desde que o mundo é mundo, são
inerentes à natureza humana. O que não pode é
uma invadir o campo da outra e ditar as regras. 
    1.2. Em quem confiamos? Quando
submetem o nos ao Evangelho por livre e espontânea vontade e, arrependidos, cremos que somos pecadores que precisam de
um salvador, entregamo-nos a Jesus Cristo
como uma pequena criança solta do colo da
mãe esperando cair intacta no colo do pai.
Um texto bíblico que ressalta a característica
acolhedora de Jesus Cristo encontra-se em
Mateus 9.13: “Ide, porém, e aprendei o que
significa: Misericórdia quero e não sacrifício.
Porque eu não vim para chamar os justos, mas
os pecadores, ao arrependimento”. Igualmente,
em outra oportunidade, Jesus ratificou que “os
sãos não necessitam de médico, mas sim os
que estão doentes” pois, disse Ele, “eu não vim
chamar os justos, mas sim os pecadores” (Mc2.17). Quando afirmamos confiar em alguém,
confiamos em uma pessoa que pode resolver
as nossas demandas, as nossas angústias e
compreender as nossas fragilidades. Jesus de
Nazaré é esse alguém! Por isso, atendemos ao
seu chamado, compreendemos o seu projeto
de misericórdia e lançamo-nos confiantemente
em seus braços acolhedores.
    1.3. Por que confiamos? O motivo da
nossa confiança é o fato de que Deus fez brotar
em nós uma fé indizível: “Porque pela graça sois
salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é
dom de Deus” (Ef 2.8). Ora, o que é fé? Dizem
as Escrituras que ela “é o firme fundamento das
coisas que se esperam” (Hb 11.1). Não vemos
se cumprir a promessa agora, como Abraão
não viu o dia em que o povo de Israel entrou na Terra Prometida, entretanto, temos “a prova
das coisas que se não veem” (Hb 11.1). Pela fé,
Abraão alcançou testemunho, ainda que não
tivessem visto a concretização da promessa
(Hb 11.39). Os exemplos de Abraão, de Isaque
e de Jacó, o de Davi e de outros, nos orientam
a pisar no “chão da fé” na “certeza daquilo
que não vemos” e com a prova de que Jesus
Cristo, autor e consumador da fé, foi quem nos
prometeu (Hb 12.2). 

  Ao longo das Sagradas Escrituras, lemos que
nem todos os santos viram concretizar em vida o
que esperavam, isto é, na caminhada de fé eles
não obtiveram resultados imediatos, conforme
afirma a “galeria dos heróis da Fé” em Hebreus 11. Entretanto, não foi por isso que deixaram de
crer e de servir a Deus. Quando dependemos
de Jesus e compreendemos que Deus estava
nEle reconciliando o mundo consigo mesmo (2 Co 5.19), temos a certeza de que o Senhor está
conosco todos os dias. Por isso, confiamos!

AUXÍLIO DIDÁTICO 1 

Professor, para elucidar melhor o texto base
da lição, Hebreus 11, é importante que você
percebê-lo exegeticamente. “O capítulo 11 é
um tratamento cuidadosamente construído
do tópico da fé. Este tópico é formalmente
introduzido pela citação de Habacuque 2.4,
no final do capítulo 10: ‘Mas o justo viverá da
fé’ (10.38). A ênfase da fé em Habacuque e em
Hebreus está na fé pela qual cada justo vive a
sua vida, não na fé pela qual somos justificados
ou declarados justos (como em Romanos e
Gálatas). A fé em Hebreus está intimamente
ligada à resistência firme e à herança das promessas de Deus (cf. 6.12). Ela faz com que todo
o curso da vida do crente possa ser regulado
pelas promessas de Deus (isto é, o futuro) e por
realidades espirituais que são presentemente
Invisíveis — a despeito das adversidades ou
das circunstâncias desencorajadoras. A fé é
a confiança em Deus ‘que habilita o crente
a seguir firmemente de modo independente
daquilo que o futuro lhe reserve’.
A palavra ‘fé’ (pistis) consta mais frequentemente em Hebreus do que em qualquer outro
livro do Novo Testamento — vinte e quatro
vezes, somente no capitulo 11, A se enfatiza
a fé em ação, e não a fé como um corpo de
convicções (ADAMS, J. Wesley. Hebreus. In
ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger
(Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo
Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
2004, p.1609).

2. CRER É CONHECER

    2.1. Por intermédio do Espírito Santo.
Estudar a Bíblia e crer nela como Palavra de
Deus só é possível se a compreendermos como
plena revelação da pessoa de Jesus Cristo, a
Palavra Encarnada de Deus: “ E o Verbo se fez
carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória,
como a glória do Unigénito do Pai, cheio de
graça e de verdade” (Jo 1.14). Jesus Cristo é
a plena revelação de Deus (Hb 1.1-5)! Se você
quer saber como Deus se relaciona com o ser
humano, basta ler o Jesus dos Evangelhos. O
Cristo descrito em Mateus, o Jesus versado
por Marcos, o Cristo ministrado por Lucas, o
Jesus apresentado por João: os evangelhos
têm o objetivo de apresentar ao mundo o
projeto do Reino de Deus em Jesus Cristo.
Para isso, o Espírito Santo fará você conhecer
e constatar a dimensão universal do Reino de
Deus e a humildade de Jesus Cristo no modo
de lidar com as pessoas. O Espírito Santo nos
iluminará para isso! 
     2.2. Por intermédio da razão. O ser humano, desde a antiguidade, busca o sentido para
a vida e não o acha. Entretanto, muitos acham
incompatível a relação da fé com a razão. Ora,
Jesus Cristo é a Palavra Encarnada. O evangelista
João, ao descrever o Filho de Deus como o logos
(Jo 1.1 – do grego, logos, que também significa
razão), procurou mostrar ao seu primeiro público
leitor que Jesus se apresentara ao povo como
o significado existencial de todos os dramas e
dúvidas dos seres humanos. Em Jesus, descobrimos que Deus é a razão de tudo quanto há,
e o objetivo de tudo que existe. E que o Senhor Jesus traz-nos a verdadeira razão de existirmos
(Ap 1.8). Portanto, a fé no Evangelho implica ter
essa confiança total em Deus e em sua Palavra
Encarnada, Jesus Cristo.

AUXÍLIO DIDÁTICO 2 
Quanto à relação entre a razão e a fé, o
teólogo J. Wesley Adams em seu comentário
expõe que “no reino de Deus a nossa compreensão não vem da mente natural, mas da
revelação da fé. Deste modo, a mente natural
não pode entender as coisas de Deus (cf. 1 Co
2.12), inclusive a criação; apenas uma ‘mente
renovada’ pode compreender tais coisas. 
  Quanto à relação entre a fé e a compreensão,
o teólogo Agostinho escreveu perceptivamente:
‘O entendimento é a recompensa da fé. Portanto,
não procure compreender aquilo em que você
deve crer; mas creia, e assim um dia entenderá
(Em Evangelium Johannis tractatus 29.6). A
revelação e a fé precedem necessariamente
a compreensão de que o universo ‘foi criado
pela ordem de Deus’ (rhemati,a palavra de
Deus, falada), como pelas palavras: ‘E disse
Deus…’, em Gênesis 1.3,6,9,14,20,24,26. Sendo
assim, o testemunho da Palavra escrita de
Deus é intrínseco, para uma fé que entende
‘que aquilo que se vê não foi feito do que é
aparente’. Uma pessoa ainda não regenerada
pode crer que a parte material da terra e do
universo evoluiu a partir de gases existentes e
substâncias disformes; mas a fé entende este
fato de um modo diferente. ‘A fé discerne que o
universo do espaço e do tempo tem uma fonte
invisível, isto é, a vontade de Deus e o poder
de sua Palavra, e que continua a ser dependente de suas ordens, isto é, de Deus; tudo é
sustentado e assegurado por Deus; cf. Cl 1.17’.
Podemos acrescentar que a ‘nova criação’ ou a
‘nova criatura’ (2 Co 5,17) do crente, em Cristo,
é semelhante à criação original porque (1) ambos os casos envolvem um milagre criativo de
Deus que se tornou possível pelo poder da sua
Palavra, e (2) nossa compreensão do milagre
em cada caso é pela fé, baseada na revelação de Deus contida nas Escrituras” (ADAMS,
J. Wesley. Hebreus. In ARRINGTON, French
L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário
Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp.1611-12). 
 
3. CRER É CONFESSAR 
   3.1. Declarando sua confiança às pessoas. A fé cristã implica confessar publicamente
aos homens tudo quanto Deus é e faz na vida
de quem crê. Pela fé em Jesus, você decide
livremente declarar a sua inteira confiança nEle.
O seu conhecimento de Jesus Cristo e a sua
confiança na Palavra de Deus farão você proclamar com liberdade a fé que alcançou o seu
coração. “Declarar”, “proclamar” e “pregar” são
ações inerentes à natureza da Igreja de Cristo.
Conforme o exemplo da mulher samaritana, que ao
ouvir de Jesus e interpretar o significado daquele
encontro, saiu proclamando a todos a verdade
que ela experimentou por um “homem diferente”
(Jo 4.1-30). Assim, nós somos constrangidos a
anunciar o que Jesus fez por nós, e confessá-lo
diante de Deus e diante dos homens (Mt 10.32)
     3.2. Na linguagem da Igreja e na do
mundo.
Você tem frequentado a igreja locai e
deve ter reparado uma linguagem diferente da
sua. Com o tempo, termos como “graça”, “paz”,
“pecado”, “alegria do céu”, “gozo indizível” e tantos
outros, ganham significados bem particulares
no ambiente que faz todo sentido para você e
as pessoas que compreendem tal linguagem.
Entretanto, a verdade de Deus também precisa
ser confessada na linguagem do mundo, da dos
outros seres humanos que não estão acostumados
à nossa linguagem desenvolvida no grupo em
que nos reunimos rotineiramente, a igreja local.
Com pessoas de fora, você deve fazer uso de
uma linguagem inteligível, de modo que o seu
ouvinte entenda-a com clareza. Jesus Cristo
falava de maneira clara e direta quando queria se
fazer entender. Ele usava expressões rurais para
comunicar-se com pessoas do campo, usava a
linguagem religiosa para se comunicar com líderes
religiosos e assim por diante (Mt 15.1-20). Todavia,
por vezes usava enigmas quando percebia que
pessoas desejavam distorcer o seu ensino (Mc 4.12; Lc 8.10). Jesus é o nosso exemplo de boa
comunicação. Temos a linguagem da igreja, mas precisamos dominar a linguagem social também
para comunicar a mensagem do Reino de Deus. 
    3.3. Em ações e atitudes. Não há nada mais poderoso na vida de um discípulo de Cristo
que as suas ações e atitudes proporcionalmente
coerentes com o Evangelho de Cristo. Um grande
seguidor de Cristo, na Idade Média, disse certa
vez: “Pregue o Evangelho em todo tempo. Se
necessário, use palavras”. Uma frase que sintetiza exatamente o que Jesus ensinou aos seus
discípulos: “Todo aquele, pois, que escuta estas
minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao
homem prudente, que edificou a sua casa sobre
a rocha” (Mt 7.24). Hoje vivemos um tempo em
que as pessoas não dão mais crédito ou ouvidos
para quem fala o que não vive com verdade. Jesus
nos advertiu quanto a esse perigo, pois quem
escutasse o Sermão do Monte e não o colocasse
em prática seria igual ao homem que edificou a
sua casa na areia. Quando veio o vento forte, a
queda foi grande (Mt 7.26,27). 
 
 AUXÍLIO DIDÁTICO 3
 “Todos os dias você e eu tomamos decisões que ajudam a construir um mundo de
um tipo ou de outro. Nós cooptamos pelas
perspectivas passageiras da nossa época, ou
estamos ajudando a criar um novo mundo de
paz, amor e perdão? 
E agora, como devemos viver? 
Abraçando a verdade de Deus, entendendo a
ordem física e moral que Ele criou, defendendo
amorosamente essa verdade diante de nossos
vizinhos, e tende coragem de demonstrá-la em
todos os caminhos da vida” (COLSON, Charles;
PEARCEY, Nancy. O Cristão na Cultura de
Hoje. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.310). 
 
CONCLUSÃO 
Nesta lição vimos que crer é confiar; crer
é conhecer; crer é confessar. Com isso, procuramos introduzir o conhecimento básico
da fé para então, a partir das próximas lições,
conhecermos panoramicamente as principais
doutrinas bíblicas da fé cristã. Começaremos pela Bíblia, a Palavra de Deus. Desejamos que
você seja muito abençoado neste 2o Ciclo do
nosso curso. Bons estudos!
 
VERIFIQUE SEU
APRENDIZADO 
1 . De acordo com a lição, comente a relação
da fé com a razão. 
Reposta livre. Na relação
entre a fé e a ciência, um conceito não precisa
invadir o espaço do outro. Tanto a ciência quanto a fé tem lugar no mundo. A fé em relação à
subjetividade humana e o mundo espiritual e a
ciência, ao mundo físico, material. 
 
2 . Em quem e por que confiamos? 
Em Deus
que nos reconciliou com Ele por intermédio de
Jesus Cristo. Confiamos porque Ele produziu
em nós a fé (Ef 2.8). 
 
3 . Como é possível crer na Bíblia como Palavra de Deus? 
 Se compreendermos a Bíblia
como plena revelação da pessoa de Jesus
Cristo, a Palavra Encarnada de Deus: “E o Verbo
se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua
glória, como a glória do Unigénito do Pai, cheio
de graça e de verdade” (Jo 1.14). 
 
4. “Jesus é a Palavra Encarnada.” Comente
a afirmação. 
Resposta livre. Jesus é a plena
revelação de Deus ao homem. Se quisermos
saber como Deus é, somente a partir de Jesus
que saberemos. 
 
5 . De acordo com a lição, cite as três maneiras
de confessarmos a fé. 
 Crer é confiar; crer é
conhecer; crer é confessar. 

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