A ORGANIZAÇÃO DA IGREJA

O ASPECTO ESPIRITUAL – ORGANISMO

Sem aspecto espiritual, a Igreja é conhecida como “Igreja Universal”, “Corpo de Cristo” ou “Noiva do Cordeiro”. Ela é composta por todos os crentes, vivos ou falecidos, santos e fiéis. Essa Igreja é vista somente por Deus, que a observa do Seu trono, percebendo todas as pessoas e coisas em um eterno presente. A Igreja é, portanto, um organismo espiritual com Cristo como sua Cabeça e os crentes como seu corpo. Neste aspecto, a Igreja ópera sob a administração espiritual e sobrenatural, dirigida pelo Espírito Santo. Para desfrutar plenamente disso, precisamos depender Dele.

O autor do livro de Hebreus se refere a essa Igreja, descrevendo-a como “o monte Sião, a cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial e a assembléia universal e igreja dos primogênitos, inscritos nos céus, bem como a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.22,23). Nessa Igreja, apenas os verdadeiros salvos estão incluídos, desde o início dos tempos, sejam eles vivos ou falecidos.

Nesse aspecto, a Igreja possui autoridade para ligar e desligar na terra e no céu. É a única instituição com esse poder, desde que esteja de acordo com os princípios da Palavra de Deus. Isso é evidenciado nas palavras de Jesus: “Eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16.19). Também, “Àqueles a quem perdoardes os pecados, eles são perdoados; e, aqueles a quem os retiverdes, eles são retidos” (Jo 20.23).


O ASPECTO LOCAL – ORGANIZAÇÃO


No contexto das lojas locais, a Igreja é formada por pessoas que se unem para adorar e servir a Deus em um lugar específico, seja um bairro, região, ou país. Ela inclui crentes salvos e não salvos e pode ser vista tanto por Deus como por pessoas em geral. Dentro dessas lojas locais, existem crentes fiéis, bem como aqueles que não são fiéis ou santos. Essas organizações são compostas por grupos de pessoas que trabalham juntas para cumprir uma missão específica.

Como organizações, as igrejas locais precisam de direção, atividades, normas, estatutos e ações humanas. É nesse ponto que a Administração Eclesiástica desempenha um papel fundamental.


O GOVERNO DA IGREJA

Existem três tipos básicos de governo eclesiástico: episcopal, presbiteriano e congregacional.

a. Governo Episcopal: Esse sistema é frequentemente considerado o mais antigo e deriva da palavra grega “episkopos”, que significa “supervisor” ou “bispo”. Aqueles que apoiam esse sistema acreditam que Cristo confiou o controle da Igreja na Terra a uma ordem de oficiais bispos, que seriam sucessores dos apóstolos. Eles têm autoridade independente e autoperpetuante nas questões de governo eclesiástico.

b. Governo Presbiteriano: Esse sistema se baseia em presbíteros ou anciãos, escolhidos para liderar a igreja local. Pode ter vários níveis, incluindo a igreja local, o presbitério, o sínodo e a Assembleia Geral. A autoridade é menos centralizada e os líderes representam os membros eleitos.

c. Governo Congregacional: Esse sistema dá autoridade máxima à congregação local. Cada igreja é autônoma em suas decisões, exceto por Cristo, que é a verdadeira Cabeça da Igreja. Esse sistema se aproxima mais da democracia, onde cada igreja toma suas próprias decisões.

Embora nenhum desses sistemas seja necessariamente certo ou errado, todos devem considerar Cristo como a Cabeça da Igreja e funcionar de acordo com os princípios bíblicos. A estrutura de governo pode variar muito entre diferentes denominações e igrejas independentes. O mais importante é que a liderança e os membros da igreja busquem a direção do Espírito Santo e sigam os princípios da Palavra de Deus ao ministrar e governar a igreja.

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