A Adoração na Igreja

A palavra “adoração” tem raízes latinas, composta de “ad”, que significa “à”, e “os, oris”, que se traduz como “boca”. Literalmente, adorar é “aplicar a mão à boca” ou “beijar a mão”. Ou então, pode ser derivado da combinação de “ud” e “orare”, que significa “falar” ou “adorar”, embora a palavra-raiz seja “boca”.

A entusiasmo envolve uma ocorrência religiosa, oração, súplica e homenagem a Deus ou a seres superiores. Estritamente falando, somente Deus é o objeto de nosso desejo. No entanto, em um sentido secundário, um afeto profundo por outro ser humano pode ser chamado de espírito, desde que não prejudique nosso amor por Deus. Amar outro ser é amar a Deus, pois todo amor tem sua origem em Deus.

A ocorrência de inspiração é bidirecional:

é inspirada por Deus, mas o homem também responde. Existe algo intrínseco no ser humano que busca uma Ideia Suprema que mereça seu amor e estímulo, mesmo que tenha sido enfraquecido pela queda no pecado. Quando Deus se manifesta por meio de Cristo, esse sentimento interior atinge sua plenitude. Quando os seres humanos buscam a Suprema Beleza, encontram algo da beleza de Deus em outras pessoas e objetos, que devem ser buscados e cultivados. Devemos buscar o Senhor enquanto Ele pode ser encontrado, mas Deus também busca o ser humano por meio de Cristo.

Alguns atos físicos expressam a motivação, como:

1. Inclinar a cabeça (Êx 34.8).
2. Ajoelhar-se (1Rs 8,54).
3. Prostrar-se (Gn 17.3; Ap 1.17). 
Esses gestos refletem o estado da alma diante do poder de Deus.

O Novo Testamento testemunha a justiça da inspiração a Cristo, primeiro como o Messias de Deus e depois como o Filho de Deus. Jesus foi adorado em várias graças, como no momento de seu nascimento (Mt 2.11), durante seu ministério (Mt 8.2; 9.18) e após sua ressurreição (Mt 28.8, 17). Ele também foi adorado por homens (Jo 9.38), anjos (Hb 1.6) e demônios (Mc 5.6). Essa atitude emocional é também uma atitude da alma, à medida que os homens atendem à graça divina, transformando suas almas em respostas detalhadas.

Alguns elementos essenciais da motivação incluem:

1. Um despertar íntimo, tanto no indivíduo quanto na comunidade, que cria o desejo de buscar e adorar a Deus.
2. A verdade de que a própria vida requer espírito a Deus, gerando profunda insatisfação com um estilo de vida que a omite.
3. A associação com outras pessoas que reúnem atitudes mentais semelhantes, criando uma comunidade adoradora.
4. Confissão e arrependimento de pecados.
5. Renovação contínua da dedicação a Deus para revigorar o espírito e a essência da inspiração.
6. Disposição para enfrentar os aspectos negativos do indivíduo e da comunidade, buscando reformas para o bem geral.
7. Busca de uma condição ideal, tanto para o indivíduo quanto para a comunidade, onde cada pessoa busca melhorar a si mesma e sua função.
8. Elementos de oração, louvor, ação de graças, meditação e entusiasmo devem estar presentes, abrindo assim o caminho para a presença de Deus, permitindo o controle sobre cada indivíduo e a comunidade adoradora como um todo.

Alguns termos gregos são de extrema importância para denotar o desejo, como:

1. “Gónu” e “Gonupetéo”, palavras que se referem a ajoelhar-se e prostrar-se. Essas palavras descrevem um gesto de entusiasmo que também simboliza uma atitude interna. A genuflexão era um ato comum no Antigo Testamento em conexão com a oração a Deus.
2. “Prokunein”, um termo de sentido amplo que se refere a entusiasmo ou reverência. Muitas vezes, envolve uma reverência ou orientação.
3. “Sébasmai”, que se refere à reverência ou respeito que se deve a Deus. É uma ação que confirma a supremacia e a autoridade divina.

O desejo na igreja deve ser centrado em Deus e permitir que a comunidade de religião busque e experimente a presença divina de maneira significativa. A música, as orações, a Palavra de Deus e os rituais desempenham um papel fundamental no entusiasmo cristão, orientando os corações e mentes dos adoradores para Deus. Ao criar um ambiente de inspiração reverente e focado, a igreja pode ajudar os indivíduos a crescerem em sua fé e relacionamento com Deus.

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