Criação do Estado de Israel

 

História Judaica

O Caminho Para a Independência 

 

A inabilidade da Grã-Bretanha em conciliar as exigências opostas das comunidades judaica e árabe

levou o governo inglês a requerer que a “Questão da Palestina” fosse inscrita na agenda da Assembléia Geral das Nações Unidas (abril de 1947). Em conseqüência, foi constituído um comitê especial para preparar propostas relativas ao futuro do país. Em 29 de novembro de 1947, a Assembléia votou pela adoção da recomendação do comitê propondo a partilha do país em dois estados, um judeu e outro árabe. A comunidade judaica aceitou o plano; os árabes o rejeitaram. Após a decisão da ONU, os militantes árabes locais, ajudados por forças voluntárias irregulares dos países árabes, desfecharam violentos ataques contra a comunidade judaica, num esforço por frustrar a resolução da partilha e impedir o estabelecimento do estado judeu. Após vários revezes, as organizações de defesa judaicas expulsaram a maior parte das forças atacantes, tomando posse de toda a área que tinha sido destinada ao estado judeu.

Em 14 de maio de 1948, data em que o Mandato Britânico terminou, a população judaica na Terra de Israel era de 650.000 pessoas, formando uma comunidade organizada, com instituições políticas, sociais e econômicas bem desenvolvidas – de fato, uma nação em todos os sentidos, e um estado ao qual só faltava o nome.

 

 O Estado de Israel

 

…E a salvação [está] no grande número de conselheiros. (Provérbios 11:14) 

A Declaração do Estabelecimento do Estado de Israel, assinada em 14 de maio de 1948 pelos

membros do Conselho Nacional, representantes da comunidade judaica no país e do movimento sionista mundial, constitui o credo da nação. Ela inclui referências aos imperativos históricos do renascimento de Israel; as diretrizes de um estado judeu democrático, baseado em liberdade, justiça e paz, conforme a visão dos profetas bíblicos; e um apelo por relaç›es pacíficas com os estados árabes vizinhos, para o benefício de toda a região. 

O texto da Declaração:

” Eretz Israel (a Terra de Israel) foi a terra natal do povo judeu. Aqui tomou forma sua identidade

espiritual, religiosa e política. Foi aqui que, pela primeira vez, os judeus se constituíram em estado, criaram valores culturais de significação nacional e universal e deram ao mundo o eterno Livro dos Livros. 

…os judeus se empenharam, de geração em geração, no ideal de se restabelecerem em sua antiga

pátria… fizeram florescer os desertos, reviveram a língua hebraica, construíram cidades e povoados e criaram uma comunidade próspera, controlando sua própria economia e cultura, procurando a paz mas sabendo como se defender…

O Estado de Israel estará aberto à imigração judaica fomentará o desenvolvimento do país em

benefício de todos os seus habitantes; basear-se-á nos princípios de liberdade, justiça e paz, conforme concebido pelos profetas de Israel; assegurará completa igualdade de direitos sociais e políticos a todos os seus habitantes, sem distinção de religião, raça ou sexo; garantirá a liberdade de culto, consciência, língua, educação e cultura, protegerá os Lugares Santos de todas as religiões; e se manterá fiel aos princípios da Carta das Nações Unidas.

Estendemos nossa mão a todos os estados vizinhos e a seus povos, com o propósito de paz e boa

vizinhança, na esperança do estabelecimento de laços de cooperação e ajuda mútua com o povo judeu soberano estabelecido em sua própria terra.”

 

 Os Signatários da Declaração:

 

Os 37 signatários da Declaração de Independência de Israel foram membros do Conselho Provisório de Estado, os líderes do Estado em formação, representando suas comunidades. O mais velho tinha 82 anos; e o mais jovem, 29. Dois eram mulheres; três foram primeiro-ministros; um foi presidente; e 14 foram ministros do governo.

David Ben-Gurion (1886-1973) – 1º Primeiro-ministro.

Daniel Auster (1893-1962) – 1º Prefeito de Jerusalem, após a declaração do Estado.

Mordechai Bentov (1900-1985) – Líder do “Mapam”, Ministro da Casa.

Izhak Ben-Zvi (1884-1963) – 2º Presidente de Israel.

Eliyahu Meir Berligne (1866-1959) – Líder do “General Zionists” e fundador de Tel Aviv.

Perez (Fritz) Bernstein (1890-1971) – Líder do “General Zionists”, Ministro de Comércio e Indústria.

Rachel Cohen (Kagen) (1888-1982) – Ativista do WIZO e MK.

Eliyahu Dobkin (1898-1976) – Dirigente da Agência Judaica de Juventude e Departamento do Hehalutz.

Wolf (Ze’ev) Gold (1889-1956) – Líder do Sionista Religioso, Membro Executivo da Agência Judaica.

Meir Grabovsky (Argov) (1905-1963) – Secretário-Geral do Movimento Trabalhista Sionista Mundial.

Abraham Granott (Granovsky) (1890-1962) – Presidente do Partido Progressista, MK. 

Yitzhak Gruenbaum (1879-1970) – Líder de facção Sionista do “El Hamishmar”, membro da Executiva Sionista.

Kalman Kahana (1910-1991) – Líder do “Agudat Yisrael”, deputado e Ministro de Educação.  Eliezer Kaplan (1891-1952) – 1º Ministro das Finanças.

Sa’adia Kobashi – Membro do Conselho Provisório de Estado, líder de comunidade do Yemenite.

Moshe Kol (Kolodny) (1911-1989) Líder do Partido Liberal, Ministro do Turismo.

Yitzhak Meir Levin (1894-1971) – Líder do “Agudat Yisrael”, Ministro de Bem-Estar Social.

Meir David Loewenstein (1904-1995) – Líder do “Agudat Yisrael”, MK.

Zvi Lurie (1906-1968) – Líder do Mapam, oficial de Agência Judaico.

Yehudah Leib Hakohen Maimon (Fishman) (1875-1962) – Líder do “Mizrahi”, Ministro de Assuntos Religiosos.

Golda Meir (Myerson) (1898-1978) – 4º Primeiro-ministro.

Avraham Nissan (Katznelson) (1888-1956) – Membro do Mapai; embaixador para os países Escandinavos.

Nahum Nir-Rafalkes (1884-1968) – Líder Trabalhista, segundo porta-voz do Knesset David Zvi Pinkas (1895-1952) – Líder do Mizrahi, Ministro de Transportes.

Moshe David Remez (Drabkin) (1886-1951) – Líder do Mapai, Ministro de Comunicações.  Berl Repetur (1902-1989) – Líder Trabalhista, MK.

Pinhas Rosen (Felix Rosenblueth) (1887-1978) – Líder do Partido Progressisto, Ministro de Justiça.

Zvi Segal (Moses Hirsch) (1876-1968) – Líder do Movimento Revisionista.

Moshe (Hayim) Shapira (1902-1970) – Líder do Partido Religioso Nacional, Ministro de Asuntos Religiosos.

Mordechai Shattner – Industrial, membro do Mapai e do Conselho Executivo do Estado Provisório.

Moshe Sharett (Shertok) (1894-1965) – 2º Primeiro-ministro.

Behor Shalom Shitrit (1895-1967) – Líder do “Sephardi”, Ministro da Polícia.

Ben-Zion Sternberg (1894 -1962) – Membro Revisionista do Conselho Provisório de Estado. 

Herzl Vardi (Naftali Herzl Rosenblum) (1903-1991) – Líder Revisionista.

Meir Wilner-Kovner (1918 – ) – Líder do Partido Comunista e MK.

Zerah Warhaftig (1906- ) – Líder do Partido Religioso Nacional, Ministro de Serviços Religiosos. Aharon Zisling (1901-1964) – Líder Trabalhista, MK. 

 

 

A Bandeira do Estado de Israel 

 

 

 

A bandeira do Estado de Israel é inspirada no

desenho do xale de orações judaico (talit), com uma Estrela de David (Maguen David) azul 

 

 

A Menorá 

 

 

O emblema oficial do Estado de Israel é um candelabro (menorá),

cuja forma teria sua origem na planta de sete galhos moriá, conhecida desde a antigüidade. Os ramos de oliveira dos dois lados representam o anseio de Israel por paz. 

A menorá de ouro era um dos principais objetos de culto no Templo do Rei Salomão, em Jerusalém. Através dos tempos, ela tornou-se um símbolo da herança e tradição judaica, em sem número de lugares e com grande variedade de formas.

 

Hatikvá – O Hino Nacional

 Enquanto no fundo do coração

Palpitar uma alma judaica, E em direção ao Oriente  

O olhar voltar-se a Sion,

Nossa esperança ainda não estará perdida, Esperança de dois mil anos:

De ser um povo livre em nossa terra, A terra de Sion e Jerusalém. 


por: ETAP; Mário Sérgio

  

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