O LIVRO DE SOFONIAS (O SENHOR ESCONDE)

 

O estudo dos livros proféticos prossegue com o 9º livro chamado Profetas Menores.

O Personagem Sofonias.

A Bíblia registra que existem vários nomes Sofonias. Segundo o Dicionário de Davis (1984:569) estes personagens são pessoas diferentes do profeta que vamos estudar. Davis assegura o profeta Sofonias “vem da linhagem de Ezequias através de quatro gerações, Sf 1.1.

Este Ezequias é provavelmente o rei a cuja origem remota se refere. O profeta viveu e trabalhou em dias do rei Josias”. O comentarista da Bíblia de Genebra (2004:1064) diz o seguinte: “A linhagem de Sofonias remonta à quarta geração, o que é bastante singular na literatura profética. Isso pode significar que o Ezequias (715-686 a.C.) mencionado na quarta geração seja o bem conhecido rei de Judá”. Stanley Ellisen (2007:378) diz que, “o profeta é identificado no primeiro versículo como trineto de Ezequias (sem dúvida, o rei que reinara 75 anos antes). Diante disso, conclui-se que Sofonias foi o único Profeta Menor pertencente à família real”. A Bíblia de Estudo Pentecostal diz que Sofonias “era um tataraneto do rei Ezequias” (BEP, 1995:1340).

Atuação de Sofonias

O profeta Sofonias exerceu suas atividades no tempo do rei Josias. O comentarista da Bíblia de Estudo Pentecostal diz que Sofonias “profetizou durante o reinado de (639-309 a.C.), o último governante piedoso de Judá (1.1)”. Também está de acordo o comentarista da Bíblia de Jerusalém, quando afirma que “Sofonias profetizou no tempo de Josias (640-609)”. Stanley Ellisen diz que, “Sofonias pode ser considerado o profeta que influenciou Josias a voltar-se para o Senhor e o ajudou nas fases da reforma, apresentando ao povo um dos quadros bíblicos mais aterradores do julgamento”.

Sofonias direcionou seus ataques contra as modas estrangeiras no país. È importante a transcrição do texto sagrado: “E acontecerá que, no dia do sacrifício do Senhor, hei de castigar os príncipes, e os filhos do rei, e todos os que se vestem de vestidura estranha” (Sf 1.8). A Nova Tradução na Linguagem de Hoje diz: “… todos os que seguem costumes pagãos” (Sf 1.8). O comentarista da Bíblia Católica (1990:1209) diz o seguinte: “o que era bom para a Assíria, era bom para Judá, inclusive a maneira de vestir (1.8)”. A tradução católica é assim: “No dia do sacrifício de Javé, pedirei contas aos nobres e príncipes e a todos os que se vestem à moda estrangeira”.  C. Autoria do Livro.

Sem nenhum subterfúgio, o comentarista da Bíblia de Estudo Pentecostal diz claramente que o autor do livro que leva o nome Sofonias foi escrito pelo próprio.

Data do Livro.

Stanley Ellisen diz que a “data em que foi escrito: entre 630 e 625 a.C.”. A Bíblia de Estudo Pentecostal que foi “cerca de 630 a.C.”.

Tema do Livro.

A Bíblia de Estudo Pentecostal sugere o tema: “O Dia do Senhor”. Stanley Ellisen sugere o tema: “A grande ira do Senhor e a redenção do ‘dia do SENHOR’”.

Esboço do Livro.

Vamos tomar emprestado o esboço da Bíblia de Estudo Pentecostal. Vejamos:

“O Julgamento e o Dia do Senhor (1.2-3.8)

  1. Julgamento sobre a Terra (1.2,3)
  2. Julgamento contra o Povo de Judá (1.4-18)
  3. Descrição dos Pecados de Judá (1.4-9)
  4. Advertencia a Jerusalém (1.10-13)
  5. O Grande Dia do Senhor (1.14-18)
  6. Chamada ao Arrependimento (2.1-3)
  7. Julgamento das Nações (2.4-15)
  8. Os Filisteus (2.4-7)
  9. Os Amonitas e Moabitas (2.8-11)
  10. Os Etíopes (2.12)
  11. Assírios (2.13-15)
  12. Julgamento de Jerusalém (3.1-7)
  13. Pecados de Jerusalém (3.1-4)
  14. A Justiça Divina contra Jerusalém (3.5-7)
  15. A Salvação e o Dia do Senhor (3.9-20)
  16. O Remanescente Restaurado e Jerusalém Purificada (3.9-13)
  17. O Povo Jubiloso com Deus no Seu Meio (3.14-17) C. Promessas Finais a Respeito da Restauração (3.18-20)

Comentário do Livro.

O Dicionário de Davis (1984:569) diz que, “o assunto fundamental da profecia é a grande doutrina do juízo universal”. É tão forte o ensino a esse respeito que é comparado ao dilúvio. Assim diz o Senhor: “Inteiramente consumirei tudo sobre a face da terra, diz o Senhor. Arrebatarei os homens e os animais, consumirei as aves do céu, e os peixes do mar, e os tropeços com os ímpios; e exterminarei os homens de cima da terra, disse o Senhor” (Sf 1.2,3).  

O profeta denuncia claramente a razão de o Senhor punir severamente as cidades de Judá e Jerusalém: os cultos dos falsos deuses e as modas estrangeiras (1.46,8). O Senhor repreende severamente as autoridades detentoras do poder político e religioso: a família real, os altos funcionários do governo e os sacerdotes (1.8). A corrupção era tão terrível que, uns dentre o povo adoravam divindades da natureza, no caso Baal; outros misturavam o culto do Deus Verdadeiro com o deus Malcã, deus dos amonitas. O dia do julgamento seria como um grande sacrifício, onde as vítimas seriam os próprios idólatras. 

Segundo o comentarista da Bíblia Católica (Editora Paulus, 1990:1210)

a expressão: “todos aqueles que saltam sobre o umbral” (Sf 1.9), significa que, “os sacerdotes observam costumes pagãos supersticiosos (‘saltam a soleira da porta do Templo’), mas não têm escrúpulos de introduzir no Templo a exploração e a fraude”. 

O profeta também denunciou a turma que vivia montada no conforto do dinheiro corrompido. Deus diz assim: “Uivai vós, moradores de Mactés, porque todo o povo de Canaã está arruinado, todos os carregados de dinheiro são destruídos” (Sf 1.11). Continue lendo Sf 1.12,13.

No dia do julgamento, o Senhor Deus faz questão de dizer à espécie que ele vai punir em primeira mão: “amargamente clamará ali o homem poderoso” (Sf 1.14).

É impossível passar por cima da leitura de Sf 1.14-18. Faça todo esforço para ler esta porção da Palavra de Deus.

Agora vamos dar uma olhadela no capítulo 2. O Senhor conclama a todos para se congregarem. Ele faz uma ressalva: “ó nação que não tens desejo” (Sf 2.1). O Senhor mostra que o seu decreto de julgamento não tem caráter irreversível (Sf 2.2,3). O julgamento será um momento grave de chamada a conversão.

Depois de o Senhor se dirigir para o seu povo, agora Ele vai cobrar satisfação das nações que oprimira cruelmente o povo escolhido do Senhor (Sf 2.4-15). O texto nomeia todas elas. Nínive era tão arrogante que o Senhor descreve as suas atitudes malignas. Leia cuidadosamente Sf 2.13-15.

Para concluir, vamos dar uma espiada no capítulo 3. O texto sagrado começa com o Semhor chamando a atenção da população de Jerusalém, para com o descaso com a Sua Pessoa (Sf 3.1,2). Depois o Senhor se dirige para as autoridades do povo, e relaciona-os de acordo com suas atitudes malignas (Sf 3.3-5). O ridículo de tudo isso é o Senhor fazer referencia aos profetas como “levianos e criaturas aleivosas”. Depois se referir aos sacerdotes como profanadores do santuário e fazedores de violência à lei.

O profeta Sofonias relaciona as qualidades morias do Senhor como: “O Senhor é justo, no meio dela; ele não comete iniqüidade; cada manhã traz o seu juízo à luz; nunca falta” (Sf 3.5a). Para contrastar com o ímpio os atributos morais de Deus, o profeta Sofonias diz: “mas o perverso não conhece a vergonha” (Sf 3.5b).

O Senhor chamou a atenção

De Jerusalém a respeito do julgamento das nações como exemplo para ela, mas não surtiu efeito. O Senhor pasmado disse: “Eu dizia: Certamente me temerás e aceitarás a correção; e assim a sua morada não seria destruída, conforme o que havia determinado; mas eles se levantaram de madrugada, corromperam todas as suas obras” (Sf 3.7).

Apesar do terrível julgamento do Senhor já estivesse para ser concretizado, o profeta Sofonias tinha a seu dispor a mensagem de esperança para o povo de Deus (Sf 3.9-20). Mas o profeta mostrou que o Senhor faria uma limpeza entre o povo Dele. Está escrito: “porque então tirarei do meio de ti os que exultam na sua soberba, e tu nunca mais te ensoberbecerás no meu monte santo” (Sf 3.11b). A classe social privilegiada do Senhor naquela circunstancia é “um povo humilde e pobre; e eles confiarão no nome do Senhor. O remanescente de Israel não cometerá iniqüidade, nem proferirá mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa; porque serão apascentados, deitar-se-ão, e não haverá quem os espante” (Sf 3.12a, 13).

A parte final do livro é um canto de vitória proporcionada pelo Senhor ao seu povo. Apesar da punição severa, Deus ainda confirma a sua aliança com o povo escolhido, proporcionando-o salvação e grande alegria (Sf 3.14-20).

Escola de Teologia – ETAP
Disciplina: LIVROS PROFÉTICOS I E II
Professor: Carlos Alberto Alves

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