Lição 6 – CRENDO EM JESUS CRISTO

 

DISCIPULADO CICLO 2

DISCIPULADO CICLO 2

MEDITAÇÃO 

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós,
e vimos a sua glória, como a glória do Unigénito
do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). 

REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA 
 SEGUNDA – Lucas 1.26-38 
 TERÇA-Lucas 2.1-7 
 QUARTA – Mateus 3.13-17 
 QUINTA-João 1.29-34 
 SÁBADO-Atos 2.22-36

TEXTO BÍBLICO BASE 

1 – Portanto, se há algum conforto em Cristo,
se alguma consolação de amor, se alguma
comunhão no Espírito, se alguns entranháveis
afetos e compaixões, 
2 – completai o meu gozo, para que sintais o
mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo
ânimo, sentindo uma mesma coisa. 
3 – Nada façais por contenda ou por vanglória,
mas por humildade; cada um considere os
outros superiores a si mesmo. 
4 – Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o
que é dos outros. 
5 – De sorte que haja em vós o mesmo sentimento
que houve também em Cristo Jesus, 
6 – que, saído em forma de Deus, não teve por
usurpação ser igual a Deus. 
7 – Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a
forma de servo, fazendo-se semelhante aos
homens; 
8 – e, achado na forma de homem, humilhou-se
a si mesmo, sendo obediente até à morte e
morte de cruz. 
9 – Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo
o nome, 
10 – para que ao nome de Jesus se dobre todo
joelho dos que estão nos céus, e na terra, e
debaixo da terra, 
11 – e toda língua confesse que Jesus Cristo é o
Senhor, para glória de Deus Pai.

INTERAGINDO COM O ALUNO 

Jesus Cristo foi o maior “evento” que
aconteceu no mundo. Chamamos evento
porque nosso Senhor não era simplesmente
homem! Ele era Deus; não era simplesmente
Deus, Ele era homem. A encarnação do Filho
trouxe à humanidade uma nova esperança,
que há muito havia desaparecido entre os hebreus. Entretanto, essa esperança alcançou a
humanidade inteira, pois Jesus Cristo morreu
por todos os seres humanos. 
Professor, ao iniciar a aula, procure levar
o aluno a essa reflexão. Certamente, há na
classe pessoas que estudaram História, e, por
isso, dividem o tempo histórico em antes e depois de Cristo. Isso elas aprenderam com essa
disciplina escolar. Entretanto, como se sabe,
não há nenhum esforço dessa disciplina e dos
historiadores em aprofundarem-se na vida,
no ministério terreno e em tudo que Jesus de
Nazaré realizou nesse mundo. Estimular essa
reflexão ao seu aluno é o objetivo dessa lição.

OBJETIVOS 
Sua aula deverá alcançar os
seguintes objetivos: 
1 Destacar a maneira que as Escrituras
revelam a pessoa de Jesus Cristo. 
2 Explicar a concepção sobrenatural de
Jesus no ventre de Maria.
3 Apresentar o Cristo que foi crucificado
e morto, mas ressurreto ao terceiro dia

PROPOSTA PEDAGÓGICA 
Caro professor, no Antigo Testamento
havia três classes de mediadores entre Deus
e o povo: o profeta, o sacerdote e o rei. A pessoa de Jesus Cristo, quando do seu ministério
terreno, reuniu essas três classes mediadoras
entre Deus, não apenas o povo de Israel, mas
a humanidade inteira. Por isso, sugerimos para
esta lição, ao introduzir o tópico 3, que você
reproduza o quadro abaixo conforme a sua
possibilidade. Afirme que Jesus é o mediador
perfeito, pois Ele cumpriu esses três papéis: o
profético, o sacerdócio e reinado. Portanto, há
um só mediador entre Deus e o homem; Ele
chama-se Jesus Cristo, o homem (1 Tm 2.5). 

 INTRODUÇÃO 
Uma novidade inaudita: Deus se fez homem
e habitou entre nós!
A pessoa de Jesus Cristo, seu nascimento,
ministério, crucificação, morte, ressurreição
e ascensão é o coração da fé cristã. Tudo se
inicia com Jesus e se encerra com Ele. A partir
da pessoa de Jesus descobrimos o sentido
verdadeiro da vida, pois nEle fomos justificados,
redimidos dos nossos pecados e selados pelo
Espírito Santo da Promessa como propriedade
exclusiva de Deus (Ef 1.13,14; 1 Pe 2.9,10). Por
isso, Jesus Cristo é o assunto da presente lição.

1 .0 NOSSO SENHOR

   1.1. Jesus chamado “Cristo”. Universalmente, os cristãos creem que Jesus de Nazaré
continua vivo hoje, tempos depois da sua morte
na Terra. Jesus (que quer dizer “o salvador”) é
o “Messias” de Israel, isto é, o Ungido de Deus
Pai para redimir o povo de Israel; o “Cristo” para
redimir o mundo: “Saiba, pois, com certeza, toda
a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós
crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” (At 2.36).
Jesus é o salvador enviado por Deus ao
mundo, Aquele que veio nos salvar da condenação eterna, de nós mesmos, da nossa
natureza pecaminosa, egoísta e perversa. Ele
é o evento profetizado e afirmado por João
Batista: “ Eis o Cordeiro de Deus, que tira o
pecado do mundo” (Jo 1.29). 
     1.2. O “Logos”. Um termo bem peculiar
nas Escrituras do Novo Testamento é Logos,
que quer dizer “verbo” ou “palavra”. O apóstolo
João escreveu assim o primeiro versículo no seu
Evangelho: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo
estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1).
O apóstolo do amor descreveu Jesus como o
início de todas as coisas e o significado último
da vida: “Todas as coisas foram feitas por ele, e
sem ele nada do que foi feito se fez. Nele, estava
a vida e a vida era a luz dos homens” (Jo 1.3,4).
O Evangelho afirma que só há verdadeira vida
por intermédio do Verbo Vivo de Deus: Jesus
Cristo, a vida eterna que pulsa de Deus para
nós. É vida verdadeira que dá conta de todas
as interrogações, questionamentos e dúvidas
humanas. Mas o mundo não compreendeu o
significado dessa vida, desse verbo e desse
sentido último (Jo 1.5). 
     1.3. Feito “Servo” e “Senhor”. Como
pôde um ser divino, cheio de glória e poder,
submeter-se a vir ao mundo em forma de uma
criança indefesa (Lc 1.31), nascido junto dos
animais (Lc 2.7), pois não havia acolhimento
digno para Ele? Deus se fez carne e habitou
entre os homens como o verdadeiro servo
de Deus e fez-se semelhante aos homens
(Fp 2.5-7). Mas os homens não o reconheceram.
O povo de Israel esperava um “messias poderoso”, habitante do palácio e não uma criança nascida na manjedoura, um homem montado
num jumentinho. Jesus veio como servo de Deus,
sofrendo calado entre os homens. Entretanto,
Deus o fez Senhor e Cristo: “Saiba, pois, com
certeza, toda a casa de israel que a esse Jesus,
a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e
Cristo” (At 2.36). Ainda, o apóstolo Paulo afirmou:
“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente
e lhe deu um nome que é sobre todo o nome,
para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho
dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da
terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é
o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.9-11). O
servo Jesus é Senhor e Cristo. Sejamos servos
disponíveis para servir o outro, sabendo que
temos um Senhor no céu, autor e consumador
da nossa fé. 

 AUXÍLIO DIDÁTICO 1 
Neste tópico, uma expressão que deve
ficar bem clara para o novo convertido é o
termo grego logos aplicado a Jesus Cristo,
isto é, “palavra”, “verbo”. Explique a ele que o
termo grego não refere-se apenas ao simples
ato de falar a partir de signos linguísticos. O
Dicionário Vine nos informa que logos “denota:
(I) ‘a expressão do pensamento’ — não o mero
nome de um objeto: (a) como a incorporar uma
concepção ou ideia (por exemplo, Lc 7.7; 1 Co
14.9,19); (b) declaração ou afirmação: (1) de Deus
(por exemplo, Jo 15.25; Fim 9.9,28; Gl 5.14; Hb
4.12); (2) de Jesus (por exemplo, Mt 24.35, no
plural; Jo 2.22; 4.41; 14.23, no plural; Jo 15.20).
Com relação aos itens (1) e (2), a frase ‘a palavra do Senhor’, ou seja, a vontade revelada de
Deus (muito frequente no Antigo Testamento) é
usada acerca de uma revelação direta dada por
Jesus (1 Ts 4.15); do Evangelho (At 8.25; 13.49;
15.35,36; 16.32; 19.10; 1 Ts 1.8; 2 Ts 3.1); neste
aspecto, é a mensagem do Senhor, entregue
com Sua autoridade e tornada eficaz pelo Seu
poder (cf. At 10.36)” (Dicionário Vine. Rio de
Janeiro: CPAD, 2011, p.845). Ainda, o erudito
Edward Robinson explica que logos é “palavra,
como falada, alguma coisa falada; também
razão, como manifestando-se na capacidade
da fala” (ROBINSON, Edward. Léxico Grego do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD,
2012, p.544). Com essa informação, a ideia não
é fornecer uma explicação técnica para o novo
convertido, mas auxiliar a você, professor, compreender com exatidão a importância desse
termo grego, e, então, explicar com simplicidade ao novo convertido a importância de logos. 

2. CONCEBIDO PELO PODER DO
ESPÍRITO SANTO 
    2.1. O Filho de Deus se fez Homem.
Não há nada mais significativo nos Evangelhos
que a narrativa da Encarnação de Jesus. Com
encarnação nos referimos ao processo de humanização da divindade. Jesus é achado Filho
de Deus e sua concepção foi obra do Espírito
Santo. As Escrituras afirmam que Maria, sua
mãe, concebeu a Jesus virginalmente (Lc 1.26-35). A concepção de Cristo foi obra do Espírito
Santo, sem paternidade humana, assistida
exclusivamente pelo Pai Celeste. O Espírito
Santo operou na encarnação do Verbo. O Deus
da Bíblia buscou se revelar à humanidade toda
como igual com ela. Sem deixar de ser divino
e, igualmente, sem deixar de ser humano, pois
as suas duas naturezas, humana e divina, não
se misturam nem se separam. Foi pelo Filho
que o Deus Trino se deu a conhecer de uma vez
por todas (Hb 1.1). Em Jesus, Ele se relaciona
com os seres humanos de maneira amorosa,
misericordiosa e justa (Mt 9.13). 
    2.2. Verdadeiro Deus. O Credo Apostólico
afirma: “Creio […] em Jesus Cristo, seu Filho
Unigénito, o qual foi concebido pelo Espírito
Santo”. Há vários textos bíblicos que testemunham a divindade de Jesus: “No princípio, era
o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo
era Deus. Ele estava no princípio com Deus” (Jo1.1,2). O apóstolo Paulo também testemunha
com clareza a sua divindade: “ De sorte que
haja em vós o mesmo sentimento que houve
também em Cristo Jesus, que, sendo em forma
de Deus, não teve por usurpação ser igual a
Deus” (Fp 2.5,6). Jesus Cristo é Deus porque
“ele é antes de todas as coisas, e todas as
coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do
corpo da igreja; é o princípio e o primogênito
dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência, porque foi do agrado do Pai que
Ioda a plenitude nele habitasse” (Cl 1.17-19).
Por isso, o modo do Deus Único agir e de se
relacionar com o ser humano está demonstrado
em Jesus Cristo. NEle se desfaz toda imagem
falsa de Deus, que nada tem com o seu amor
e a sua justiça. 
   2.3. Verdadeiro Homem. Ainda o Credo
Apostólico declara: “Creio […] em Jesus Cristo
[…] [que] nasceu da virgem Maria, padeceu
sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado”. Esse artigo declara
o ensino bíblico sobre a natureza humana de
Jesus. Como Deus, Ele se fez plenamente
humano. O nosso Senhor sentiu fome, sede,
tristeza, alegria, medo, coragem. Em tudo Ele
foi tentado e provado, mas sem cometer pecado (Hb 4.15). Veja como o versículo adiante
descreve os sentimentos humanos vividos
por Jesus: “ Então, lhes disse: A minha alma
está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui e
vigiai comigo” (Mt 26.38). A Bíblia diz ainda que
“Jesus chorou” a morte do seu amigo Lázaro
(Jo 11.35). Sim, para além da sua divindade, o
nosso Senhor viveu a nossa humanidade até às
últimas consequências. Quando conhecemos
a natureza humana de Jesus Cristo, chegamos
a Ele com toda a nossa fraqueza, fragilidade
e humanidade porque Ele foi humano como
nós o somos. Imagine: Deus em sua glória
encarnou-se humanamente e não quis ser um
“super-homem”. Por que nós desejaríamos nos
apresentar como super pessoas, super-humanos diante de Deus? Ele nos conhece por
dentro e por fora! 

AUXÍLIO DIDÁTICO 2 
Uma doutrina que você deve conhecer
bem, prezado professor, é sobre as naturezas humana e divina na Pessoa de Jesus. O
nome técnico dado a essa doutrina é a “ União
Hipostática”. Esta “descreve a união entre as
naturezas humana e divina na Pessoa única
de Jesus. Entender adequadamente esta
doutrina depende da completa compreensão
de cada uma das duas naturezas e de como
se constituem na única Pessoa. O ensino bíblico acerca da humanidade
de Jesus revela-nos que, na encarnação, Ele
tornou-se plenamente humano em todas as
áreas da vida, menos na prática de um eventual
pecado. 
    […] Jesus possuía um corpo humano, igual
ao nosso. O sangue corria nas suas veias enquanto um coração o bombeava, sustentando
a vida humana em seu corpo. Hebreus 2.14-18
claramente indica este fato. Nessa poderosa
passagem, temos que a existência corpórea
de Jesus na Terra possibilitou recebermos a
expiação. Por ser Ele carne e sangue, sua morte
poderia derrotar a morte e nos levar a Deus. O
corpo de Jesus, na encarnação, era exatamente
como o de cada um de nós. Seu corpo humano
foi colocado num túmulo depois da sua morte
(Mc 15.43-47). 
    Os escritores do Novo Testamento atribuem divindade a Jesus em vários textos
importantes. Em João 1.1, Jesus, com o Verbo,
existia como o próprio Deus. É difícil imaginar
uma afirmação mais clara do que esta acerca
da divindade de Cristo. Baseada na linguagem
de Gênesis 1.1, eleva Jesus à ordem eterna de
existência com o Pai. 
    Em João 8.58, temos outro testemunho
poderoso da divindade de Cristo. Jesus assevera, a respeito de si mesmo, uma existência
contínua como a do Pai. ‘EU SOU’ é a bem
conhecida revelação que Deus fez de si mesmo
a Moisés na sarça ardente (Êx 3.14). Ao dizer:
‘Eu sou’, Jesus estava colocando à disposição
o conhecimento da sua divindade, para quem
quisesse crer” (HORTON, Stanley M. Teologia
Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal.
1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, pp.167-68).

 3. CRUCIFICADO, MORTO, MAS
RESSURRETO 
     3.1. Jesus foi condenado pelos homens.
Como foi possível condenar alguém à morte
apenas por falar de amor, pregar contra a
hipocrisia religiosa e de se autorrevelar como
o Deus Encarnado? Os homens do tempo de
Jesus fizeram isso com Ele. Parece-nos que, enquanto cegos em relação às coisas de Deus,
faríamos a mesma maldade. A condenação de
Jesus foi sórdida, falsa e covarde. Os líderes
religiosos, após praticarem toda perversidade
contra Jesus, foram celebrar a Páscoa no Templo
de Jerusalém como se nada tivesse acontecido
(Lc 23.54; cf. Mt 27.62-66).
Que Deus guarde o seu e o meu coração
de não sermos achados na mesma condição
de algozes de pessoas, ainda que pensemos
estar fazendo a vontade de Deus (Jo 16.1,2; cf.
Mt 21.33-46). A vontade de Deus não comunga
com a farsa, a maldade e a injustiça. Que o nosso
coração seja o lugar do bem, do amor e da justiça! 
    3.2. Crucificado e morto. Chicotadas
nas costas! Carne rasgada! Pés traspassados
e pregados na cruz! Mãos cravadas no madeiro!
Lança em seu peito! Sangue e água saíram dEle!
Ele expirou! Morreu!
Você já deve ter assistido a filmes sobre a
crucificação de Jesus e, talvez, tenha se impressionado com tamanha violência e dor que
impuseram ao nosso Senhor. O que aconteceu
com Jesus foi profetizado há muito pelo profeta
Isaías, lá no Antigo Testamento: “Ele foi oprimido,
mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi
levado ao matadouro e, como a ovelha muda
perante os seus tosquiadores, ele não abriu a
boca” (Is 53.7). Jesus morreu pelos nossos pecados e transgressões. Por isso é que falamos
em justificação, regeneração, nova criatura,
pois na verdade quem deveria estar no lugar de
Jesus éramos eu e você. Nós éramos dignos de
sermos mortos devido a nossa natureza perversa
e imoral. Ele não! Nosso Senhor jamais pecou!
Nós merecíamos, Ele não! 
    3.3. Jesus ressuscitou no terceiro
dia e ascendeu ao Céu.
Quando o nosso
Senhor foi crucificado e morto, os discípulos
desanimaram-se. O que eles poderiam fazer? O Mestre havia morrido! Nosso Senhor,
porém, havia falado que ressuscitaria no
terceiro dia (Mt 16.21; 17.23; Lc 24.46; 1 Co15.4). As Escrituras testemunham que Ele
ressuscitou no terceiro dia e, não somente
isto, pois Ele também apareceu aos discípulos e a mais de quinhentos irmãos dentre os
quais alguns ainda viviam na época em que o
apóstolo Paulo escreveu a sua primeira carta à igreja de Corinto (1 Co 15.3-8; cf. At 1.1-4).
A doutrina da Ressurreição é o cerne da fé
cristã! O apóstolo Paulo disse que “se não
há ressurreição de mortos, também Cristo
não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou,
logo é vã a nossa pregação, e também é vã a
vossa fé” (1 Co 15.13,14). Em outras palavras,
a nossa pregação e a nossa fé no Evangelho
não valeria de nada se a ressurreição de Cristo
não fosse verdade.
Cristo ascendeu ao céu e hoje se encontra
à direita do Pai conforme as Escrituras (At 1.9-11; Mc 16.19), mas um dia Ele voltará! 

AUXÍLIO DIDÁTICO 3
 Professor, indique a leitura de 1 Coríntios
15 para os alunos fazerem ao longo da semana.
Peça que anotem trechos que eles considerarem mais importantes. O texto de 1 Coríntios
15 é um tratado sobre a ressurreição de Jesus. 

CONCLUSÃO 
Cremos “em Jesus Cristo, seu Filho unigénito,
nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito
Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob o
poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto
e sepultado, desceu ao mundo dos mortos,
ressuscitou no terceiro dia”. A Igreja Cristã,
ao longo desses 21 séculos de história, crê no
evento de Cristo no mundo. Assim, crendo na
ressurreição de Jesus, temos a certeza de que
é possível uma nova vida com Deus mesmo
num mundo decaído, onde habita pessoas de
natureza decaída.
Fomos alcançados pela graça de Deus, o seu
favor de salvação imerecido por nós. A partir da
crucificação, morte e ressurreição de Jesus, como
o apóstolo Paulo, nós podemos dizer: “Tragada
foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu
aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?”
(1 Co 15.54,55). Mas glórias e graças a Deus
que nos conduz em triunfo por nosso Senhor
Jesus Cristo!

VERIFIQUE O SEU
APRENDIZADO 
1 . 0 que quer dizer o termo logos? 
 Verbo, palavra. 

2 . Como o povo de Israel esperava a vinda
do Messias? E como o Messias veio? 
 Um “ messias poderoso”, habitante
do palácio. Mas o Messias veio numa forma
de criança nascida na manjedoura ou como
o homem montado no jumentinho. 

3 De acordo com a lição, o que se quer dizer
com o termo Encarnação? 
 Nos referimos ao processo de humanização da divindade. 

4 . Em quem está demonstrado o modo de
Deus agir e de se relacionar com os seres
humanos? 
Em Jesus Cristo. 

5 . Por que doutrina da ressurreição é o cerne
da Fé Cristã?
 Porque se Cristo não ressuscitou, a
nossa fé e pregação são vãs.

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