Lição 2 – Você é sal e luz

 

DISCIPULADO CICLO 4

DISCIPULADO CICLO 4

MEDITAÇÃO 

Para que sejais irrepreensíveis e sinceros,
filhos de Deus inculpáveis no meio de uma
geração corrompida e perversa, entre a qual
resplandeceis como astros no mundo. (Fp 2.15

REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA 
 SEGUNDA – Provérbios 4.18 
 TERÇA – Filipenses 2.14,15 
 QUARTA – Malaquias 3.16-18 
 SEXTA – Efésios 5.8-13 
 SÁBADO –1 Pedro 2.9,10

TEXTO BÍBLICO BASE 

13 – Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada
mais presta, senão para se lançar fora e
ser pisado pelos homens. 
14 – Vós sois a luz do mundo; não se pode
esconder uma cidade edificada sobre
um monte; 
15 – Nem se acende a candeia e se coloca
debaixo do alqueire, mas, no velador, e
dá luz a todos que estão na casa. 
16 – Assim resplandeça a vossa luz diante dos
homens, para que vejam as vossas boas
obras e glorifiquem o vosso Pai, que está
nos céus. 

INTERAGINDO COM O ALUNO 
Na lição de hoje, o seu objetivo principal
deve ser conscientizar alunos de que ser filho de
Deus não significa apenas ter a bênção divina
sobre a nossa vida, mas também responsabilidades. Seus alunos devem compreender que
todo o cristão tem sobre si um chamado divino
para fazer diferença neste mundo, influenciando-o
positivamente com os valores do Evangelho. 
    Seu aluno precisa saber ainda que essa
influência positiva se manifesta não apenas
através da pregação do Evangelho, mas também por intermédio de uma vida que encarna
os valores do Evangelho. Explique como as
figuras do sal e da luz, usadas por Jesus, ilustram perfeitamente o tipo de influência que o
cristão deve exercer sobre o mundo. 
   Ressalte também a importância das boas
obras, ressalvando que elas não devem ser
praticadas por ostentação, mas como fruto do
amor de Deus derramado em nossos corações.
E, finalmente, enfatize que essa influência positiva que o cristão deve exercer sobre o mundo
precisa se manifestar em todas as esferas de
atuação do cristão, a começar da sua casa, passando pelo seu trabalho, escola e universidade,
e atingindo todo o mundo. 


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OBJETIVOS 
Sua aula deverá alcançar os seguintes objetivos 
1 Explicar o significado e as implicações, na vida do cristão, das expressões “sal da terra” e “luz do mundo”;
2 Inspirar seus alunos a fazerem a diferença neste mundo através da pregação do
Evangelho e das boas ações que encarnam os valores divinos;
3 Conscientizar seus alunos das responsabilidades que temos de influenciar a sociedade. 

PROPOSTA PEDAGÓGICA
Inicie a aula falando da importância do
sal e da luz para o nosso dia a dia. Em um primeiro momento, destaque como é ruim comer
algo sem sabor e como é desconfortável estarmos em um lugar mal iluminado. Em seguida,
ressalte o contrário: como é agradável comer
algo com sabor e como é bom estarmos em
um ambiente iluminado. Após a exposição desses contrastes, leia o texto bíblico que serve de
base para a lição de hoje e introduza o assunto,
enfatizando inicialmente que ser filho de Deus é
uma bênção, mas esta bênção, como todas as
outras, traz consigo responsabilidades. Acrescente, em seguida, que Jesus usou as figuras
do sal e da luz exatamente para ilustrar o tipo
de influência que somos chamados a exercer
sobre a sociedade como cristãos. Não se esqueça de aplicar os objetivos da lição ao dia
a dia dos seus alunos, mostrando como eles
podem fazer diferença no mundo onde estão.

 INTRODUÇÃO
 Deus nos chamou para fazer diferença
neste mundo, para influenciá-lo. Você não
foi chamado por Deus para apenas receber
bênçãos, mas para também, e principalmente,
ser bênção para a vida das pessoas: bênção
para sua família, bênção para a sua igreja,
bênção para a sociedade e bênção para o
mundo. Por isso, logo após Jesus falar sobre
o caráter do cristão e a verdadeira felicidade,
Ele passa a ensinar sobre a responsabilidade
que o cristão tem de influenciar positivamente
o mundo. E para ilustrar como deve se dar
essa influência positiva, Jesus usou dois
símbolos do cotidiano das pessoas: a luz e
0 sal. Veremos na lição de hoje como esses
dois símbolos – o sal e a luz – ilustram perfeitamente a influência do cristão na sociedade. 

1 . “VÓS SOIS O SAL DA TERRA” 
   1.1. “Sal da terra”. Jesus afirma que o
cristão verdadeiro é como o “sal” (Mt 5.13). O
sal” fala de um tipo específico de influência
que o cristão exerce. O detalhe inicial, porém,
é que Jesus não diz que seus discípulos
deveriam ser “sal” apenas na região em que
viviam. O mestre afirma que eles deveriam
ser o “sal da terra” – isto é, deveriam fazer
diferença em todo o mundo. Os discípulos
de Cristo foram chamados para serem testemunhas do Evangelho em Jerusalém, em toda Judeia e Samaria, e até os confins da
Terra (Atos 1.8). Aplicando esse chamado às
nossas vidas hoje, Jerusalém representaria a
nossa cidade; Judeia representaria o nosso
Estado; Samaria representaria os Estados
vizinhos; e os confins da Terra representariam,
claro, todo o mundo. 
    1.2. Os atributos do sal. Quanto ao tipo de influência ao qual Jesus se refere,
sabemos que o sal tem dois atributos principais: dar sabor e conservar. Logo, Jesus
está dizendo que o cristão exerce influência
sobre o mundo dando-lhe “sabor” e ajudando a conservar determinadas coisas cuja preservação significa um grande bem para
a sociedade. Mas o que é “dar sabor” ao
mundo? E que tipos de coisas o crente pode
e deve preservar por meio da sua influência
sobre a sociedade? 
    1.3. Dando sabor. Uma vez que o
sal tem como função dar sabor, Jesus está
afirmando, ao referir-se aos seus discípulos
como “sal da terra”, que eles poderiam e
deveriam dar “sabor” ao mundo por meio
de suas vidas. Ao serem mansos, humildes,
sensíveis moral e espiritualmente, incansáveis
na busca de Deus, misericordiosos, limpos
de coração e pacificadores (Mt 5.1-12), os
discípulos estariam manifestando ao mundo,
por meio de suas vidas, os valores divinos
e, dessa forma, influenciando positivamente
as pessoas. Ou seja, “salgar” o mundo, na
linguagem de Jesus, significa, em primeiro
lugar, influenciar positivamente as pessoas
por intermédio do exemplo. Mas, não só
pelo exemplo. Dar “sabor” ao mundo fala
também da mensagem do Evangelho, que
é a única a dar um sentido real à vida do ser
humano. O Evangelho é o poder de Deus para
salvação de todo aquele que nele crer (Rm1.16). O testemunho cristão, seja por meio da
pregação do Evangelho ou da própria vida
que manifesta os valores do Reino de Deus
no dia a dia, é o verdadeiro sentido de “dar
sabor” ao mundo. 
      1.4. Conservando. O atributo de
conservar, do elemento do sal, ilustra muito
bem outro tipo de influência positiva que o
cristão verdadeiro exerce sobre a sociedade:
o poder de deter ou resistir à corrupção do
mundo. Corrupção, aqui, é aquela tanto na
área moral como espiritual – aliás, essas
áreas estão intimamente relacionadas,
porque a nossa condição espiritual afeta o
nosso comportamento, nossas escolhas,
nossa moral. Como “sal da terra”, o cristão
verdadeiro não se conforma com o padrão
moral e espiritual da sociedade em que vive,
militando assim contra o mal e a corrupção
na sociedade.
     1.5. “Pisado pelos homens”. Jesus
disse que se o sal perder os seus atributos,
“ para nada mais presta, senão para se
lançar fora e ser pisado pelos homens” (Mt 5.13). Isso significa que aqueles cristãos que
deixam de cumprir a sua responsabilidade
de influenciar o mundo positivamente com
suas vidas particulares e com a mensagem
do Evangelho são espiritualmente “insípidos”
e por isso acabam sendo “destruídos pelos
maus costumes e pelos baixos valores da
sociedade ímpia” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1393). 

AUXÍLIO DIDÁTICO 1
 “O sal não perde a sua salinidade se é
cloreto de sódio puro. Isso nos leva à sugestão do que Jesus quis dizer quando disse
aos discípulos que eles deixariam de ser discípulos se perdessem o caráter do sal. O sal
não refinado do Mar Morto continha a mistura de outros minerais. Deste sal em estado
natural o cloreto de sódio poderia sofrer lixiviação em consequência da umidade, tornando-se imprestável. O ensino rabínico associava a metáfora do sal à sabedoria. Esta era
a intenção de Jesus, visto que a palavra grega traduzia por ‘nada mais presta’ tem ‘tolo’
ou ‘louco’ como seu significado radicular [na
raiz da palavra]. É tolice ou loucura os discípulos perderem o caráter, já que assim eles
são imprestáveis para o Reino e a Igreja, e
colhem o desprezo” (ARRINGTON, French
L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento.
1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.43). 


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2. “VÓS SOIS A LUZ
DO MUNDO” 
   2.1. “Luz do mundo”. Assim como no
caso da expressão “sal da terra”, a expressão
“luz do mundo” deixa claro que o cristão deve
exercer a sua influência no mundo inteiro, em
todas as áreas de sua atuação na sociedade.
  A luz do Evangelho, manifestada em sua vida,
não deve ser transmitida apenas para os
seus familiares, mas no trabalho, na escola,
na universidade etc. Onde o cristão estiver,
ali, ele deve ser luz! 
   2.2. Refletindo a luz de Cristo. O
mesmo Jesus que chamou seus discípulos
de “luz do mundo” afirmou certa vez que Ele
era a “luz do mundo” (Jo 8.12). Isso significa
que a luz que devemos refletir ao mundo é a
luz que recebemos de Cristo pelo poder do
seu Evangelho e da ação do Espírito Santo
em nossas vidas. Da mesma forma que “a
lua reflete a luz do sol no lado escurecido
da terra, a igreja deve refletir os raios do ‘Sol
da Justiça’ [Jesus] (Ml 4.2) em um mundo
escurecido pelo pecado” (Comentário Bíblico
Beacon, vol.6, CPAD, p.57). 
     2.3. Iluminando lugares em trevas. A luz
tem o poder de iluminar e aquecer. Da mesma
forma, a influência do cristão na sociedade
deve ser como a ação da luz, dissipando as
trevas da confusão, do pecado, da imoralidade
e do erro, e aquecendo aqueles que estão se
sentindo “frios” neste mundo. 

 AUXÍLIO DIDÁTICO 2 
“Jesus explicou aos seus discípulos a
verdadeira natureza do seu chamado: eles
seriam o sal de um mundo sombrio e a luz
de um mundo escuro e pecador, mas fariam
isso apenas por causa daquele que veio
como a ‘luz do mundo’. Esse grupo de homens trouxe o sal que podemos saborear e
a luz que podemos ver todos os dias. A nossa tarefa é transmitir a outros o ‘sal’ e ‘iluminá-los’ através da verdade do Evangelho.
A pergunta de Jesus: ‘Se o sal for insípido,
com que se há de salgar?’ não requer uma
resposta, pois todos sabem que, uma vez
que o sal se deteriora, já não pode mais ser
usado para conservar os alimentos. Assim
como o sal conserva e realça o melhor sabor dos alimentos, os crentes devem ser o ‘sal da
terra’ e influenciar as pessoas positivamente.
Jesus disse aos seus discípulos que se quisessem fazer a diferença no mundo também
teriam que ser diferentes do mundo. Deus iria
considerá-los responsáveis por manter a sua
‘salinidade’ (isto é, a sua utilidade). Devemos
ser diferentes se quisermos fazer a diferença”
(Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal, vol.1, CPAD, 2012, p.38). 

3. INFLUENCIANDO
A SOCIEDADE 
   3.1. Boas obras. Ao final dessa passagem, Jesus explica que a luz do cristão são
as suas boas obras (Mt 5.16). Por intermédio
das boas obras, o cristão manifesta os valores
do Reino de Deus ao mundo, influenciando
muitas vidas para o Senhor. Jesus ressalta
que os diretamente afetados por essas boas
ações, em resposta, louvam “vosso Pai, que
está nos céus”. Quando encarnamos os valores
do Evangelho em nossas vidas, louvamos a
Deus, e o mais importante, nós colocamos
em prática e ratificamos aquilo que afirmamos
com os nossos lábios. E também nossas
ações acabam inspirando poderosamente
outras pessoas que não conhecem a Deus,
a buscá-lo e adorá-lo. Em meio às trevas
espirituais deste mundo, quando um crente
pratica as boas obras, seus atos são como
um facho de luz em meio às densas trevas,
sendo logo percebidos pelas pessoas. 
    3.2 – Não se deve esconder a luz,
mas manifestá-la.
Ao falar do cristão como
luz, Jesus enfatizou que essa luz deve ser
manifestada, nunca escondida. Ele compara o cristão verdadeiro a uma cidade
edificada sobre um monte, ressaltando que
não dá para esconder uma cidade assim
(Mt 5.14). Em seguida, o Mestre lembra que
não se pode acender uma candeia e colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador,
para dar luz “a todos que estão na casa”
(Mt 5.15). Candeia era uma lâmpada pequena nos dias de Jesus, geralmente do tamanho
da mão de um homem, feita de barro e seu
fogo era alimentado por azeite. 
O velador,
por sua vez, era o local onde a candeia era
colocada, e que sempre era um local alto,
para que a luz da candeia pudesse, a partir de
cima, aspergir sua luminosidade sobre todo
o cômodo onde se encontrava. O alqueire
era uma referência a medidas de cereal ou
a cubas de farinha dç trigo medidas por um
cesto. Ora, uma lâmpada nunca poderia
ficar escondida debaixo de um cesto. Para
alcançar o seu objetivo de iluminar “a todos
que estão na casa”, ela deveria ser sempre
colocada no lugar mais alto e ideal: o velador. Assim é o cristão: sua luz não deve ser
escondida, mas manifestada de tal forma
que possa alcançar e atingir a todos à sua
volta. A luz que o cristão recebe de Cristo
deve resplandecer “diante dos homens”
(Mt 5.16 a). E eles a veem justamente por meio
das nossas boas obras (Mt 5.16 b). 

 AUXÍLIO DIDÁTICO 3
 “Não era incomum os judeus considerarem Deus o Pai da nação de Israel, mas
Ele ser o Pai de indivíduos é uma característica do ensino de Jesus e também está
bem desenvolvido na literatura da Igreja.
O termo ‘vosso Pai’ ocorre frequentemente no Sermão da Montanha (Mt 5.45; 6.1,9;
7.11). O motivo para fazermos obras é que
as pessoas glorifiquem o Pai celestial, não a
nós. Aqueles que fazem o bem por motivos
egoístas recebem o odioso título de ‘hipócritas’ (Mt 6.1-4)” (ARRINGTON, French L.;
STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 1.ed,
Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.44). 

CONCLUSÃO 
O cristão não deve ser influenciado pelo
mundo (Romanos 12.2), ele deve influenciar
o mundo. Resumidamente, ser “sal da terra” e “luz do mundo” nada mais é do que isso.
O cristão é chamado por Deus para fazer
diferença na vida das pessoas à sua volta,
em todos os lugares onde se encontra. 
    O cristão deve ser exemplo na sua família,
como pai, mãe, esposa, esposo, filho, filha,
irmão e irmã; ele deve ser exemplo na vida
secular, como estudante, como profissional,
como cidadão; ele deve ser uma “amostra
ambulante” do amor de Deus ao mundo,
manifestando-o em favor dos outros; deve
pregar os valores do Evangelho em contraste
com os valores invertidos deste mundo; e
deve também levar a mensagem transformadora do Evangelho ao maior número de
pessoas como demonstração desse amor.
Deus espera isso de seus filhos. 
  Ser filho de Deus é a maior bênção que
alguém pode experimentar na vida, mas,
como toda bênção, esta também exige
responsabilidades, deveres que não podem
ser de forma alguma ignorados pelo cristão.



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VERIFIQUE O SEU
APRENDIZADO 

1 . Quais os dois símbolos do dia a dia usados
por Jesus para ilustrar a influência do cristão
no mundo?  O sal e a luz. 

2 . O atributo do sal em dar sabor refere-se a
que tipo de influência que o cristão exerce na
sociedade? . A influência pelo exemplo. 

3 . E o atributo do sal em conservar aponta
para que tipo de responsabilidade do cristão? 
A responsabilidade de combater o mal
e a corrupção na sociedade. 

4 . O que significa ser “luz do mundo”? 
A luz tem o poder de iluminar e aquecer.
Da mesma forma, a influência do cristão na sociedade deve ser como a ação da luz, dissipando as
trevas da confusão, do pecado e da imoralidade. 

5,. Qual a importância das boas obras na vida
do crente? 
 Através das boas obras, o cristão
manifesta os valores do Reino de Deus ao
mundo, influenciando muitas vidas para Deus.

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