Nicodemos (do grego Nikódēmos, "vitória do povo") foi um fariseu influente e membro do Sinédrio, o supremo conselho judaico do século I. Mencionado exclusivamente no Evangelho de João, sua primeira aparição ocorre em João 3, quando procura Jesus à noite, movido por temor e admiração. No diálogo, Jesus revela a doutrina do novo nascimento. Mais tarde, Nicodemos defende Jesus perante os fariseus (João 7:50-52), insistindo na Lei que exigia ouvir o acusado antes de julgá-lo. Finalmente, após a crucificação, ele surge abertamente: auxilia José de Arimateia no sepultamento de Jesus, levando cerca de 100 libras de mirra e aloés — gesto de devoção e coragem. Sua trajetória mostra uma fé que amadurece das sombras para a ousadia pública.
“Havia um fariseu chamado Nicodemos, um dos líderes dos judeus. Ele veio a Jesus, à noite, e disse: ‘Mestre, sabemos que ensinas da parte de Deus, pois ninguém pode realizar os sinais que fazes, se Deus não estiver com ele’.”
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna...” (contexto do diálogo com Nicodemos)
“Nicodemos, um dos fariseus que antes o havia procurado, perguntou: ‘Acaso a nossa lei condena alguém sem primeiro ouvi-lo e saber o que ele está fazendo?’.”
“Nicodemos também foi, levando cerca de trinta e três quilos de uma mistura de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e o envolveram em faixas de linho com as especiarias, conforme os costumes judaicos de sepultamento.”
Passagens que dialogam com a história, o ensino sobre novo nascimento, justiça e sepultamento: