Desobediência, graça e misericórdia divina — uma das narrativas mais provocativas do Antigo Testamento.
Jonas, filho de Amitai, foi um profeta do Reino do Norte de Israel (séc. VIII a.C.). Deus ordenou que ele fosse à grande cidade de Nínive, capital da Assíria, para pregar contra a sua maldade. No entanto, Jonas fugiu na direção oposta, embarcando em Jope rumo a Társis. Durante a travessia, uma violenta tempestade ameaçou o navio; os marinheiros, após sorteio, descobriram que Jonas era a causa. Ele foi lançado ao mar e engolido por um grande peixe. Três dias depois, o peixe o vomitou em terra firme. Jonas então obedeceu e pregou em Nínive, e toda a cidade se arrependeu. Porém, o profeta ficou indignado com a misericórdia de Deus. Através de uma planta (mamona) e um verme, o Senhor ensinou a Jonas que Sua compaixão se estende a todas as nações.
Ligação profética: Jesus mencionou Jonas como um sinal de Sua morte e ressurreição (Mateus 12:38-41).
Não há registros bíblicos de descendentes de Jonas. Sua linhagem paterna é mencionada em 2 Reis 14:25.
Mapa conceitual com base nas rotas marítimas e terrestres do período. Jonas partiu de Jope (atual Jaffa) em direção oposta a Nínive.
Datas baseadas em contextos históricos (Reino do Norte de Israel e Império Assírio).
Parallel intertextual: A história de Jonas ecoa o desejo divino de arrependimento para todos os povos, quebrando exclusivismos.