O sétimo patriarca desde Adão, que não provou a morte por sua íntima comunhão com o Criador.
Enoque (em hebraico חֲנוֹךְ – Chanokh, "dedicado") é uma das figuras mais enigmáticas e inspiradoras da Bíblia. Mencionado em Gênesis 5:21-24, ele foi o filho de Jarede, pai de Matusalém e bisavô de Noé. Diferente de outros patriarcas que viveram centenas de anos e morreram, Enoque “andou com Deus” por 300 anos após gerar Matusalém, e Deus o “tomou para si”, sendo transladado para o céu sem experimentar a morte física. O Novo Testamento confirma sua fé inabalável (Hebreus 11:5) e sua profecia sobre o juízo divino (Judas 1:14-15). Sua vida aponta para uma relação íntima com Deus que transcende a morte, sendo um tipo de arrebatamento e da caminhada fiel.
Localização aproximada do território onde Enoque viveu: regiões da Mesopotâmia, próximo aos rios Tigre e Eufrates, berço da civilização antediluviana. Abaixo um mapa interativo com o Crescente Fértil e marcador simbólico do contexto patriarcal pré-diluviano.
* Alguns estudiosos associam a "terra de Nod" a leste do Éden, mencionada em Gênesis 4:16. Enoque, porém, habitou na linhagem de Sete, provavelmente na região montanhosa ou próximo às nascentes dos grandes rios.
Enoque viveu 365 anos, um número simbólico (dias do ano solar), indicando plenitude de sua comunhão.
A tradição cristã e judaica vê em Enoque um símbolo da comunhão que vence a morte e antecipa a ressurreição.