A história completa da Copa em que a Argentina conquistou seu terceiro título mundial, Lionel Messi se consagrou como o maior jogador de sua geração, e o Catar sediou a primeira Copa no Oriente Médio em uma edição repleta de emoções, zebras e recordes.
A primeira Copa no Oriente Médio, o Brasil de Tite e a despedida de gerações
O cenário mundial – Em 2022, o mundo vivia um momento de transformações. A Copa do Mundo era disputada pela primeira vez no Oriente Médio e pela primeira vez no fim do ano (novembro e dezembro), devido às altas temperaturas do verão no Catar[reference:0][reference:1]. A decisão da FIFA gerou polêmicas e debates, mas o torneio foi um sucesso de público e organização.
O Brasil de Tite – O Brasil chegava ao Catar como um dos favoritos, sob o comando do técnico Tite. A seleção vinha de uma campanha impecável nas Eliminatórias, sendo a primeira colocada, e de uma sequência de vitórias em amistosos[reference:2]. A equipe era sólida defensivamente e tinha um ataque talentoso, com Neymar, Vinícius Júnior e Richarlison. A busca pelo hexacampeonato era o grande objetivo da torcida.
A despedida de gerações – A Copa de 2022 marcou a despedida de grandes craques que haviam dominado o futebol mundial na década anterior. Lionel Messi (Argentina) e Cristiano Ronaldo (Portugal) disputaram sua quinta e última Copa[reference:3][reference:4]. Ambos buscavam o título inédito que lhes faltava. Outros grandes nomes, como Neymar (Brasil) e Luka Modrić (Croácia), também disputavam o que poderia ser sua última Copa.
A última Copa com 32 seleções – Esta foi a última edição com 32 seleções participantes. A partir de 2026, o torneio será expandido para 48 equipes[reference:5].
A primeira Copa no Oriente Médio
A escolha do Catar – O Catar foi escolhido como sede da Copa de 2022 em 2010, durante o Congresso da FIFA em Zurique. O país venceu a candidatura dos Estados Unidos, Austrália, Japão e Coreia do Sul. A escolha representou a expansão da Copa para o Oriente Médio e foi um marco para o futebol na região[reference:6].
Os estádios – Foram 8 estádios em 5 cidades que receberam os 64 jogos da Copa do Mundo de 2022[reference:7]:
O mascote La'eeb – O mascote da Copa foi La'eeb, um ghutra (lenço tradicional árabe) antropomórfico. O nome significa "super-habilidoso" em árabe.
O investimento recorde – O Catar investiu mais de US$ 220 bilhões em infraestrutura para a Copa, o maior investimento da história em uma edição do torneio[reference:10].
32 equipes em busca da glória
Participantes – 32 seleções disputaram a Copa de 2022, a última edição com esse formato[reference:11]. O torneio contou com a participação de 13 europeias, 6 asiáticas, 5 africanas, 4 sul-americanas, 3 da CONCACAF e 1 da Oceania.
Estreantes – Nenhum país fez sua primeira participação em Copas em 2022. O Catar, como país-sede, participou pela primeira vez na história.
Ausências de peso – A Itália, campeã em 2006, não se classificou pela segunda vez consecutiva. A Colômbia, que havia feito boa campanha em 2014 e 2018, também ficou de fora. A Nigéria, uma das potências africanas, não se classificou.
32 seleções, oito grupos e mata-mata
O regulamento – A Copa de 2022 manteve o formato adotado desde 1998: 32 seleções divididas em oito grupos de quatro equipes. As duas melhores de cada grupo avançaram para as oitavas de final. A partir daí, o torneio seguiu em sistema eliminatório até a final.
Classificação – Os dois primeiros de cada grupo avançaram para as oitavas de final. A partir daí, o torneio seguiu em sistema eliminatório (oitavas, quartas, semifinal, final).
Os grupos – O sorteio foi realizado em 1º de abril de 2022, em Doha. O Brasil caiu no Grupo G, com Sérvia, Suíça e Camarões. A Argentina no Grupo C, com Arábia Saudita, México e Polônia. A França no Grupo D, com Austrália, Dinamarca e Tunísia.
Novidades – O VAR continuou sendo utilizado, e pela primeira vez na história, um trio de arbitragem feminino comandou uma partida (Alemanha × Costa Rica)[reference:12].
Sólida na primeira fase, mas eliminada pela Croácia nos pênaltis
O Brasil chegou ao Catar com a confiança em alta, comandado pelo técnico Tite. A campanha começou bem, com duas vitórias na primeira fase, mas a seleção foi eliminada nas quartas de final pela Croácia, nos pênaltis, em mais uma frustração na busca pelo hexa[reference:13].
Brasil 2×0 Sérvia – Estreia com vitória e dois gols de Richarlison, sendo o segundo um golaço de bicicleta[reference:17].
Brasil 1×0 Suíça – Vitória com gol de Casemiro, em um jogo equilibrado[reference:18].
Brasil 0×1 Camarões – O Brasil, já classificado, entrou com time alternativo e perdeu pela primeira vez para uma seleção africana na história das Copas[reference:19].
Brasil 4×1 Coreia do Sul – O Brasil fez sua melhor atuação na Copa, com uma goleada no primeiro tempo[reference:21].
Brasil 1×1 Croácia – O jogo terminou 0×0 no tempo normal. Na prorrogação, Neymar marcou um golaço e se igualou a Pelé como maior artilheiro da história da Seleção (77 gols)[reference:22]. Mas a Croácia empatou nos minutos finais, levando a decisão para os pênaltis. O goleiro croata Dominik Livaković defendeu a cobrança de Rodrygo, e Marquinhos acertou a trave. A Croácia venceu por 4×2[reference:23].
Os craques que brilharam no Catar
Lionel Messi – O melhor jogador da Copa (Bola de Ouro). Aos 35 anos, disputou sua última Copa e liderou a Argentina ao tricampeonato[reference:25]. Marcou 7 gols (5 nos jogos eliminatórios) e deu 3 assistências, participando de 10 dos 15 gols da Argentina[reference:26]. Tornou-se o jogador com mais partidas em Copas (26)[reference:27] e o maior artilheiro argentino em Copas (13 gols)[reference:28].
Emiliano Martínez – O melhor goleiro da Copa (Golden Glove). Foi decisivo na final, defendendo o chute de Kolo Muani nos acréscimos[reference:29].
Enzo Fernández – O melhor jogador jovem da Copa (Bola de Ouro de Jovem)[reference:30].
Kylian Mbappé – O artilheiro da Copa (Chuteira de Ouro) com 8 gols[reference:31][reference:32]. Marcou um hat-trick na final, tornando-se o jogador com mais gols em finais de Copa (4)[reference:33].
Antoine Griezmann – O cérebro da França, com atuações decisivas ao longo do torneio.
Luka Modrić – O capitão croata, aos 37 anos, liderou a equipe ao terceiro lugar, em sua última Copa.
Dominik Livaković – O herói dos pênaltis, defendeu cobranças contra Japão e Brasil.
Yassine Bounou (Bono) – O goleiro marroquino foi um dos destaques da Copa, com defesas espetaculares.
Argentina e França se encontram na decisão
A Argentina começou a Copa com uma derrota surpreendente para a Arábia Saudita (1×2) na estreia. Depois, venceu México (2×0) e Polônia (2×0), classificando-se em primeiro do Grupo C. Nas oitavas, venceu a Austrália por 2×1. Nas quartas, venceu a Holanda nos pênaltis (4×3), após empate em 2×2. Na semifinal, venceu a Croácia por 3×0.
A França passou invicta pela primeira fase, com 2 vitórias (Austrália e Dinamarca) e 1 derrota (Tunísia, com time reserva). Nas oitavas, venceu a Polônia por 3×1. Nas quartas, venceu a Inglaterra por 2×1. Na semifinal, venceu Marrocos por 2×0.
18 de dezembro de 2022 – A melhor final da história
18 de dezembro de 2022 – Estádio Nacional Lusail, Lusail. Público de 88.966 espectadores[reference:34]. A final colocou frente a frente a Argentina, em busca do tricampeonato, e a França, que sonhava com o bicampeonato consecutivo[reference:35].
O primeiro tempo – A Argentina dominou o primeiro tempo. Aos 23 minutos, Lionel Messi abriu o placar de pênalti[reference:36]. Aos 36 minutos, Ángel Di María ampliou para 2×0, em um contra-ataque fulminante[reference:37].
O segundo tempo – A França, que havia jogado mal, acordou no segundo tempo. Aos 80 minutos, Kylian Mbappé descontou de pênalti. Aos 81 minutos, Mbappé marcou o segundo, empatando o jogo em 2×2[reference:38].
A prorrogação – Na prorrogação, a Argentina voltou a dominar. Aos 109 minutos, Lionel Messi marcou o terceiro gol argentino[reference:39]. Mas a França não se rendeu. Aos 118 minutos, a França teve um pênalti a seu favor (revisado pelo VAR). Kylian Mbappé converteu e marcou seu terceiro gol (hat-trick), empatando em 3×3[reference:40].
Os pênaltis – A partida foi para os pênaltis. A Argentina converteu todas as quatro cobranças (Messi, Dybala, Paredes e Montiel). A França perdeu duas (Kingsley Coman e Aurélien Tchouaméni). A Argentina venceu por 4×2[reference:41][reference:42].
O título – A Argentina venceu por 4×2 nos pênaltis e conquistou o terceiro título mundial de sua história (1978, 1986 e 2022). Foi a primeira final com 6 gols desde 1966[reference:43].
Reconhecimento – A final foi amplamente reconhecida pela imprensa como a "melhor final da história da Copa do Mundo"[reference:44].
A Argentina se junta ao seleto grupo das tricampeãs
O título inédito em 36 anos – A Argentina conquistou seu terceiro título mundial, 36 anos após o último, em 1986. O país se tornou a quarta seleção tricampeã mundial, ao lado do Brasil (1958, 1962, 1970), Itália (1934, 1938, 1982) e Alemanha (1954, 1974, 1990).
O técnico Lionel Scaloni – Scaloni, que assumiu a seleção em 2018, comandou a equipe com maestria, montando um time sólido, equilibrado e com espírito de equipe.
O capitão Lionel Messi – Messi, aos 35 anos, enfim conquistou o título que lhe faltava. Ele foi eleito o melhor jogador da Copa (Bola de Ouro) e se tornou o jogador com mais partidas em Copas (26)[reference:45].
O gênio finalmente conquista o título que lhe faltava
A última Copa – Lionel Messi, aos 35 anos, disputou sua quinta e última Copa do Mundo[reference:46]. Ele havia chegado perto em 2014, quando a Argentina perdeu a final para a Alemanha. Em 2022, ele não deixou escapar.
Os números – Messi marcou 7 gols (5 nos jogos eliminatórios) e deu 3 assistências, participando de 10 dos 15 gols da Argentina[reference:47]. Tornou-se o jogador com mais partidas em Copas (26)[reference:48] e o maior artilheiro argentino em Copas (13 gols), superando Gabriel Batistuta[reference:49].
O papel na final – Messi foi o melhor em campo na final[reference:50]. Marcou dois gols (um de pênalti e outro na prorrogação) e converteu sua cobrança nos pênaltis.
A coroação – Com o título, Messi se consolidou como o maior jogador de sua geração e entrou para o panteão dos maiores de todos os tempos, ao lado de Pelé e Maradona.
A primeira seleção africana e árabe a chegar à semifinal
O feito inédito – O Marrocos se tornou a primeira seleção africana e árabe a chegar à semifinal de uma Copa do Mundo[reference:51][reference:52]. A campanha histórica encantou o mundo e mostrou a força do futebol africano.
A campanha – Marrocos venceu o Grupo F, com 2 vitórias (Bélgica e Canadá) e 1 empate (Croácia). Nas oitavas, venceu a Espanha nos pênaltis (3×0). Nas quartas, venceu Portugal por 1×0, com gol de En-Nesyri[reference:53]. Na semifinal, perdeu para a França por 2×0.
Os heróis – A equipe marroquina foi liderada pelo técnico Walid Regragui, que assumiu a seleção apenas três meses antes do Mundial[reference:54]. Os destaques foram o goleiro Bono, o lateral Hakimi e os atacantes Ziyech e En-Nesyri[reference:55].
O pênalti perdido e a sétima colocação
O contexto – O Brasil chegou às quartas de final como um dos favoritos, com uma campanha sólida. A seleção de Tite era elogiada pela defesa e pelo ataque[reference:56].
O jogo contra a Croácia – O Brasil enfrentou a Croácia em Al Rayyan. O jogo terminou 0×0 no tempo normal. Na prorrogação, Neymar marcou um golaço e se igualou a Pelé como maior artilheiro da Seleção[reference:57]. Mas a Croácia empatou nos minutos finais, levando a decisão para os pênaltis. O goleiro croata Dominik Livaković defendeu a cobrança de Rodrygo, e Marquinhos acertou a trave. A Croácia venceu por 4×2[reference:58].
A frustração – A eliminação foi dolorosa, especialmente porque o Brasil havia jogado bem e estava perto da vitória. A seleção terminou em sétimo lugar, sua pior colocação desde 1990[reference:59].
O tricampeonato argentino
Campanha – A Argentina venceu 4 jogos (México, Polônia, Austrália e Croácia), perdeu 1 (Arábia Saudita) e venceu 2 nos pênaltis (Holanda e França). Foram 15 gols marcados e 8 sofridos.
Jogadores – O elenco tricampeão contava com grandes nomes: Lionel Messi, Ángel Di María, Emiliano Martínez, Julián Álvarez, Enzo Fernández, Rodrigo De Paul, Lautaro Martínez, Nicolás Otamendi.
Técnico – Lionel Scaloni comandou a equipe com maestria, tornando-se o terceiro técnico argentino a vencer uma Copa do Mundo (após César Luis Menotti em 1978 e Carlos Bilardo em 1986).
O terceiro de três – O título de 2022 foi o terceiro de três conquistas argentinas (1978, 1986 e 2022).
Números que contam a história
Destaques: A Espanha aplicou a maior goleada da Copa: 7×0 sobre a Costa Rica[reference:60]. A Espanha também teve a melhor defesa da fase de grupos (apenas 1 gol sofrido). A Argentina recebeu o prêmio Fair Play[reference:61]. Esta foi a primeira Copa com um trio de arbitragem feminino[reference:62].
Melhor jogador: Lionel Messi (Argentina)[reference:63].
Melhor goleiro: Emiliano Martínez (Argentina)[reference:64].
Melhor jogador jovem: Enzo Fernández (Argentina)[reference:65].
Fair Play: Inglaterra[reference:66].
Fatos que você talvez não conheça
Como o tricampeonato argentino, a consagração de Messi e a primeira Copa no Oriente Médio marcaram a história
O tricampeonato argentino – A Argentina conquistou seu terceiro título mundial, consolidando-se como uma das maiores potências do futebol mundial. O título coroou a carreira de Lionel Messi e deu ao país um motivo para celebrar após 36 anos de espera.
A consagração de Messi – Messi enfim conquistou o título que lhe faltava e se consolidou como o maior jogador de sua geração. Sua atuação na Copa de 2022, com 7 gols e 3 assistências, foi a coroação de uma carreira lendária.
A campanha histórica do Marrocos – Marrocos se tornou a primeira seleção africana a chegar à semifinal, um marco histórico para o futebol do continente. A campanha dos Leões do Atlas inspirou milhões de torcedores em todo o mundo.
A primeira Copa no Oriente Médio – A Copa de 2022 foi a primeira realizada no Oriente Médio e a primeira no fim do ano. O torneio foi um sucesso de público e organização, apesar das polêmicas que cercaram a escolha do Catar como sede.
O VAR e a arbitragem feminina – O VAR continuou sendo utilizado, e a arbitragem feminina fez história ao comandar uma partida pela primeira vez. A tecnologia e a inclusão marcaram a edição.
A última Copa com 32 seleções – Esta foi a última edição com 32 seleções. A partir de 2026, o torneio será expandido para 48 equipes, marcando o fim de uma era.