A história completa da Copa em que a França conquistou seu segundo título, a Croácia fez sua primeira final em uma campanha heroica, e o VAR foi utilizado pela primeira vez em uma Copa do Mundo, gerando polêmica e debates.
A Rússia como sede, o Brasil de Tite e a hegemonia europeia
O cenário mundial – Em 2018, o mundo vivia um momento de tensões geopolíticas. A Rússia, país-sede, enfrentava sanções internacionais e estava envolvida em conflitos geopolíticos. A Copa do Mundo foi vista como uma oportunidade para o país mostrar sua capacidade organizacional e melhorar sua imagem internacional. Apesar das controvérsias, o torneio foi um sucesso de público e organização, com estádios modernos e uma atmosfera vibrante.
O Brasil de Tite – O Brasil chegava à Rússia com a confiança renovada sob o comando do técnico Tite, que assumiu a seleção em 2016. Após o trauma do Mineiraço em 2014, Tite reconstruiu a equipe e a tornou sólida defensivamente. A seleção vinha de uma campanha impecável nas eliminatórias, sendo a primeira colocada e quebrando recordes. O Brasil era um dos favoritos ao título, com um time equilibrado e jogadores como Neymar, Philippe Coutinho e Gabriel Jesus.
A hegemonia europeia – Desde 2006, a Copa do Mundo era dominada por seleções europeias. A Itália havia vencido em 2006, a Espanha em 2010 e a Alemanha em 2014. A Alemanha, atual campeã, era uma das favoritas, mas foi eliminada na fase de grupos.
O VAR – Esta foi a primeira Copa do Mundo a utilizar o VAR (Video Assistant Referee). A tecnologia gerou polêmica e debates, com lances sendo revisados e decisões sendo alteradas ao longo do torneio.
A primeira Copa na Rússia e a expansão para o Leste Europeu
A escolha da Rússia – A Rússia foi escolhida como sede da Copa de 2018 em 2010, durante o Congresso da FIFA em Zurique. O país venceu a candidatura da Inglaterra, Holanda/Bélgica (candidatura conjunta) e Espanha/Portugal (candidatura conjunta). A escolha representou a expansão da Copa para o Leste Europeu e foi um marco para o futebol russo.
Os estádios – Foram 12 estádios em 11 cidades que receberam os 64 jogos da Copa do Mundo de 2018:
O mascote Zabivaka – O mascote da Copa foi Zabivaka, um lobo antropomórfico vestindo as cores da Rússia (branco, azul e vermelho). O nome significa "aquele que marca o gol" em russo.
O sucesso de público – A Copa de 2018 foi um sucesso de público, com estádios lotados e uma atmosfera vibrante. Mais de 3 milhões de torcedores compareceram aos jogos.
32 equipes em busca da glória
Participantes – 32 seleções disputaram a Copa de 2018. O torneio contou com a participação de 14 europeias, 5 sul-americanas, 5 africanas, 4 asiáticas e 3 da CONCACAF.
Estreantes – Dois países fizeram sua primeira participação em Copas: Islândia e Panamá. A Islândia, com uma população de apenas 350 mil habitantes, se tornou a menor nação a participar de uma Copa do Mundo.
Ausências de peso – Três campeões mundiais ficaram de fora: Itália (não se classificou), Holanda (não se classificou) e Chile (não se classificou). A Alemanha, atual campeã, foi eliminada na fase de grupos.
32 seleções, oito grupos e mata-mata
O regulamento – A Copa de 2018 manteve o formato adotado desde 1998: 32 seleções divididas em oito grupos de quatro equipes. As duas melhores de cada grupo avançaram para as oitavas de final. A partir daí, o torneio seguiu em sistema eliminatório até a final.
Classificação – Os dois primeiros de cada grupo avançaram para as oitavas de final. A partir daí, o torneio seguiu em sistema eliminatório (oitavas, quartas, semifinal, final).
O VAR – Esta foi a primeira Copa do Mundo a utilizar o VAR (Video Assistant Referee). O sistema permitiu a revisão de lances polêmicos, como gols, pênaltis e expulsões.
Sólida na primeira fase, mas eliminada pela Bélgica nas quartas
O Brasil chegou à Rússia com uma equipe sólida, comandada pelo técnico Tite. A campanha foi boa na primeira fase, com duas vitórias e um empate. A seleção passou pelas oitavas com tranquilidade, mas foi eliminada nas quartas de final pela Bélgica, em um jogo de alto nível.
Brasil 1×1 Suíça – Estreia com empate. Philippe Coutinho fez um golaço, mas a Suíça empatou.
Brasil 2×0 Costa Rica – Vitória sofrida. O Brasil só marcou nos acréscimos, com gols de Coutinho e Neymar.
Brasil 2×0 Sérvia – Vitória com gols de Paulinho e Thiago Silva. O Brasil terminou em primeiro lugar no Grupo E.
Brasil 2×0 México – O Brasil jogou bem e venceu com gols de Neymar e Firmino.
Brasil 1×2 Bélgica – O Brasil começou perdendo com um gol contra de Fernandinho aos 13 minutos. A Bélgica ampliou com Kevin De Bruyne em um contra-ataque mortal. O Brasil descontou com Renato Augusto no segundo tempo, mas não conseguiu empatar. A seleção foi eliminada nas quartas de final, mais uma vez frustrando a torcida.
Os craques que brilharam na Rússia
Kylian Mbappé – O melhor jogador jovem da Copa. Aos 19 anos, marcou 4 gols e encantou o mundo com sua velocidade e técnica. Seu desempenho lembrou o de Pelé em 1958.
Antoine Griezmann – O artilheiro da França com 4 gols. Foi o terceiro melhor jogador da Copa.
N'Golo Kanté – O motor do time, incansável na marcação e na distribuição de passes.
Hugo Lloris – O capitão e goleiro da França, que ergueu a taça.
Luka Modrić – O melhor jogador da Copa (Bola de Ouro). O meia do Real Madrid foi o cérebro da Croácia e comandou a equipe até a final.
Ivan Rakitić – O parceiro de Modrić no meio-campo, fundamental na campanha.
Mario Mandžukić – O atacante heroico, que marcou gols importantes e jogou com uma lesão na final.
Eden Hazard – O segundo melhor jogador da Copa (Bola de Prata). Brilhou com dribles e passes decisivos.
Thibaut Courtois – O melhor goleiro da Copa (Golden Glove).
Harry Kane – O artilheiro da Copa (Chuteira de Ouro) com 6 gols.
França e Croácia se encontram na decisão
A França passou pela primeira fase com 2 vitórias (Austrália e Peru) e 1 empate (Dinamarca). Nas oitavas, venceu a Argentina por 4×3, em um jogo emocionante com show de Mbappé. Nas quartas, venceu o Uruguai por 2×0. Na semifinal, venceu a Bélgica por 1×0 (gol de Umtiti).
A Croácia passou pela primeira fase com 3 vitórias (Nigéria, Argentina e Islândia). Nas oitavas, venceu a Dinamarca nos pênaltis (3×2), após empate em 1×1. Nas quartas, venceu a Rússia nos pênaltis (4×3), após empate em 2×2. Na semifinal, venceu a Inglaterra na prorrogação (2×1), após virar o jogo.
15 de julho de 2018 – O bicampeonato francês
15 de julho de 2018 – Estádio Lujniki, Moscou. Público de 78.011 espectadores. A final colocou frente a frente a França, em busca do bicampeonato, e a Croácia, que sonhava com o título inédito.
O primeiro tempo – A França abriu o placar com um gol contra de Mario Mandžukić aos 18 minutos. Ivan Perišić empatou para a Croácia aos 28 minutos. Mas aos 38 minutos, a França teve um pênalti a seu favor (revisado pelo VAR), e Antoine Griezmann converteu, fazendo 2×1.
O segundo tempo – A França dominou a segunda etapa. Aos 59 minutos, Paul Pogba marcou o terceiro gol. Aos 65 minutos, Kylian Mbappé fez o quarto. A Croácia descontou com Mandžukić aos 69 minutos (após um erro de Hugo Lloris), mas a França venceu por 4×2.
O título – A França venceu por 4×2 e conquistou o segundo título mundial de sua história (o primeiro foi em 1998). Foi a primeira final com 6 gols desde 1966.
A França se junta ao seleto grupo das bicampeãs
O título inédito em 20 anos – A França conquistou seu segundo título mundial, 20 anos após o primeiro, em 1998. A equipe de Didier Deschamps se tornou a sexta seleção bicampeã mundial, ao lado de Uruguai, Itália, Alemanha, Argentina e Brasil.
O técnico Didier Deschamps – Deschamps, que foi capitão da França em 1998, se tornou o terceiro homem a vencer a Copa como jogador e técnico, após Mário Zagallo e Franz Beckenbauer.
O capitão Hugo Lloris – Lloris ergueu a taça no Lujniki, em uma das imagens mais emblemáticas da Copa.
A pequena Croácia que encantou o mundo
A campanha heroica – A Croácia, com uma população de apenas 4 milhões de habitantes, fez a melhor campanha da sua história, chegando à final. A equipe, liderada por Luka Modrić, mostrou raça, técnica e resiliência.
Três prorrogações – A Croácia venceu três jogos na prorrogação (Dinamarca, Rússia e Inglaterra), demonstrando uma incrível resistência física e mental. A equipe jogou o equivalente a uma partida a mais do que as outras seleções.
Luka Modrić – Modrić foi eleito o melhor jogador da Copa (Bola de Ouro). Sua atuação foi fundamental para a campanha croata.
O orgulho nacional – A campanha da Croácia uniu o país e foi celebrada como uma conquista histórica, mesmo com o vice-campeonato.
A tecnologia que mudou o futebol
A estreia do VAR – A Copa de 2018 foi a primeira a utilizar o VAR (Video Assistant Referee). O sistema permitiu a revisão de lances polêmicos, como gols, pênaltis e expulsões.
Os primeiros momentos – O VAR foi utilizado pela primeira vez em 14 de junho de 2018, na partida entre França e Austrália, onde revisou um pênalti a favor da França.
As polêmicas – O VAR gerou debates e polêmicas ao longo do torneio. Alguns lances foram revisados, outros não. A tecnologia foi elogiada por alguns e criticada por outros, que alegaram que ela quebrou o ritmo do jogo.
O impacto – O VAR se tornou um marco no futebol e foi adotado em diversas ligas e competições ao redor do mundo.
O gol contra de Fernandinho e a defesa de Courtois
O contexto – O Brasil chegou às quartas de final como um dos favoritos, com uma campanha sólida. A seleção de Tite era elogiada pela defesa e pelo ataque.
O jogo contra a Bélgica – O Brasil enfrentou a Bélgica em Cazã. A seleção começou perdendo com um gol contra de Fernandinho aos 13 minutos. A Bélgica ampliou com Kevin De Bruyne em um contra-ataque mortal. O Brasil descontou com Renato Augusto no segundo tempo, mas não conseguiu empatar. A seleção pressionou, mas esbarrou em grandes defesas de Thibaut Courtois, o goleiro belga.
A frustração – A eliminação foi dolorosa, especialmente porque o Brasil havia jogado bem. A seleção de Tite, que era uma das favoritas, mais uma vez fracassou na busca pelo hexa.
O bicampeonato francês
Campanha – A França venceu 6 jogos (Austrália, Peru, Argentina, Uruguai, Bélgica e Croácia) e empatou 1 (Dinamarca). Foram 14 gols marcados e 6 sofridos.
Jogadores – O elenco bicampeão contava com grandes nomes: Kylian Mbappé, Antoine Griezmann, Paul Pogba, N'Golo Kanté, Hugo Lloris, Raphaël Varane, Olivier Giroud, Benjamin Pavard.
Técnico – Didier Deschamps comandou a equipe com maestria, tornando-se o terceiro homem a vencer a Copa como jogador e técnico.
O segundo de dois – O título de 2018 foi o segundo de duas conquistas francesas (1998 e 2018).
Números que contam a história
Destaques: O VAR foi utilizado pela primeira vez em Copas. A Croácia jogou 3 prorrogações e venceu 2 disputas de pênaltis. A Inglaterra teve o melhor ataque da fase de grupos (6 gols). A França teve a melhor defesa da fase de grupos (apenas 1 gol sofrido).
Melhor jogador: Luka Modrić (Croácia).
Melhor goleiro: Thibaut Courtois (Bélgica).
Melhor jogador jovem: Kylian Mbappé (França).
Fair Play: Espanha.
Fatos que você talvez não conheça
Como o bi francês, a fábula croata e o VAR marcaram a história
O bicampeonato francês – A França conquistou seu segundo título mundial, consolidando-se como uma das maiores potências do futebol mundial. A equipe de Deschamps, jovem e talentosa, promete dominar o futebol nos próximos anos.
A fábula croata – A Croácia encantou o mundo com sua campanha heroica. A equipe de Modrić mostrou que, com raça, técnica e resiliência, é possível sonhar alto, mesmo sendo uma pequena nação.
O VAR – O VAR foi um marco na história do futebol. Embora polêmico, a tecnologia trouxe mais justiça e transparência ao jogo, e foi adotada em diversas ligas e competições ao redor do mundo.
O fiasco das favoritas – Alemanha, Argentina, Espanha e Portugal foram eliminadas precocemente, mostrando que o futebol está cada vez mais equilibrado.
O sucesso da Rússia – A Rússia organizou uma Copa exemplar, com estádios modernos, segurança e uma atmosfera vibrante. O torneio foi um sucesso de público e organização, superando as expectativas.